GrowthBook x Statsig: open source ou gerenciado em 2026
GrowthBook x Statsig comparados em 2026: preço por assento contra preço por evento, estatística, warehouse, e a mudança de dono do Statsig este ano.

📚 Este artigo faz parte do guia Ferramentas de Teste A/B Comparadas: Visão Neutra (2026).
GrowthBook e Statsig fazem feature flag e experimentação, mas partem de defaults opostos: o GrowthBook é open source e pode rodar inteiro na sua infraestrutura contra o seu data warehouse, enquanto o Statsig é uma suíte gerenciada que junta flags, experimentos e analytics de produto numa conta hospedada. Nenhum dos dois é objetivamente melhor. A escolha depende de quanto controle sobre dado e infraestrutura o seu time realmente quer, contra quanto desse peso operacional ele prefere entregar a um fornecedor. Esta comparação usa os critérios que decidem encaixe real, não tamanho de lista de recursos. Para o panorama da categoria inteira, veja a comparação de ferramentas de teste A/B.
GrowthBook x Statsig: visão rápida
| GrowthBook | Statsig | |
|---|---|---|
| Modelo | Open core: núcleo auto-hospedável ou nuvem gerenciada | SaaS gerenciado, com opção de implantação sobre o data warehouse |
| Comprador típico | Time de engenharia e de dados que quer métrica no warehouse | Time de produto e growth que quer flags, experimentos e analytics numa conta |
| Estatística | Bayesiano e frequentista documentados; CUPED e sequencial listados no plano Pro de nuvem | Bayesiano como padrão, com CUPED e teste sequencial descritos como parte do motor |
| Faixa gratuita | Auto-hospedado sem licença; nuvem Starter grátis até 3 usuários e 1 projeto | Developer grátis: 2 milhões de eventos medidos e 50 mil gravações por mês, assentos ilimitados |
| Eixo de cobrança | Por assento (40 dólares por pessoa por mês no Pro) | Por evento (150 dólares por mês no Pro, com 5 milhões inclusos) |
| Analytics de produto | Existe, construído sobre o núcleo de experimentação | Nativo e central ao posicionamento do produto |
| Situação societária | Empresa independente por trás do projeto aberto | Marca e clientes assumidos pela Amplitude em maio de 2026, time original na OpenAI |
Todos os valores desta tabela foram conferidos nas páginas oficiais de preços em 13 de agosto de 2026. Tabela de preço muda, então reconfirme antes de fechar orçamento.
A mudança de dono do Statsig, sem drama e sem omissão
Esta é a informação que mais mudou desde a última vez que comparamos os dois, e ela é factual, não especulativa.
Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou a aquisição do Statsig num negócio em ações reportado em cerca de 1,1 bilhão de dólares, com o fundador Vijaye Raji assumindo como CTO de Aplicações da OpenAI. Em 5 de maio de 2026, a Amplitude anunciou que passa a assumir a marca e os clientes do Statsig, e que vai manter e desenvolver a plataforma atual na nuvem e sobre o data warehouse, trabalhando junto do time do Statsig que permaneceu na OpenAI durante a transição, segundo o anúncio publicado pela própria Amplitude.
O que isso significa na prática para quem está avaliando hoje, sem alarmismo:
- O produto continua existindo e sendo mantido. O anúncio é explícito sobre manter a plataforma atual nos dois modos de implantação.
- O roadmap de longo prazo passa a ser da Amplitude. A própria comunicação fala em construir um roadmap mais integrado entre as duas plataformas, o que é bom para quem quer analytics e experimentação juntos e é uma incógnita para quem escolheu o Statsig justamente por ele não ser uma suíte de analytics.
- A equipe que construiu o produto está em outro lugar. Isso não invalida nada, mas é um fato relevante de continuidade técnica e merece entrar na avaliação de risco de fornecedor.
- A renovação é o momento de checar tudo. Preço, escopo de plano e compromissos de suporte se renegociam no ciclo seguinte, e é lá que mudança de dono costuma aparecer.
Nenhum desses pontos é motivo para descartar o Statsig. São motivo para tratar o contrato como se trata qualquer contrato em mercado que acabou de consolidar: prazo mais curto, dado exportável e cláusula clara de saída.
Os dois eixos de cobrança: assento contra evento
Aqui está a diferença que decide a conta na maioria dos times pequenos e médios, e ela não aparece em comparativo de recurso.
O GrowthBook Pro cobra 40 dólares por assento por mês (até 50 usuários e 3 projetos). O custo cresce com quantas pessoas entram na ferramenta e é indiferente ao seu tráfego. O Statsig Pro cobra 150 dólares por mês, com 5 milhões de eventos medidos inclusos e assentos ilimitados. O custo cresce com volume de evento e é indiferente ao tamanho do time.
| Pessoas com acesso | GrowthBook Pro (40/assento) | Statsig Pro (150 fixo) | Quem sai na frente no custo de licença |
|---|---|---|---|
| 3 | 120 dólares | 150 dólares | GrowthBook (e o Starter de nuvem ainda é grátis nesse tamanho) |
| 5 | 200 dólares | 150 dólares | Statsig |
| 10 | 400 dólares | 150 dólares | Statsig |
| 20 | 800 dólares | 150 dólares | Statsig |
Comparação apenas do custo de licença mensal publicado, para times dentro das franquias de cada plano. Os pacotes não são equivalentes: o Statsig Pro inclui analytics de produto e gravação de sessão, o GrowthBook Pro inclui editor visual, bandits e o modelo warehouse-native.
A leitura honesta dessa tabela não é “o Statsig é mais barato”. É que os dois modelos penalizam coisas diferentes, e a pergunta certa é qual dos dois eixos cresce mais rápido na sua operação. Programa maduro de experimentação tem muita gente que só precisa ler resultado, e cada uma dessas pessoas custa no modelo por assento. Já um produto com muito evento por usuário estoura franquia de evento sem nenhuma pessoa nova entrar na ferramenta.
A outra conta: quanto de franquia de evento um teste consome
A franquia de 2 milhões de eventos por mês do plano gratuito do Statsig parece enorme, e é generosa de verdade para produto em estágio inicial. Mas ela é consumida pelo produto inteiro, não só pelo experimento, e é aí que a conta engana.
Um exemplo dimensionado com a calculadora deste blog: uma taxa base de 5% e ambição de detectar 10% relativo pedem 31.234 visitantes por variação, ou seja, 62.468 usuários expostos no experimento com duas variações, o que leva 22 dias a 20 mil visitantes por semana. Rode a sua própria conta:
Cálculo por aproximação normal de duas proporções, 2 variações (50/50). Mexa nos campos e veja o impacto ao vivo.
Agora projete o consumo de evento. O número de eventos por usuário depende inteiramente da sua instrumentação, então o quadro abaixo é um cenário, não um dado do fornecedor:
| Eventos medidos por usuário no mês | Eventos do experimento (62.468 usuários) | Sobra da franquia de 2 milhões | Cabe também o produto inteiro? |
|---|---|---|---|
| 3 | 187 mil | 1,81 milhão | Sim, com folga |
| 6 | 375 mil | 1,63 milhão | Provavelmente |
| 12 | 750 mil | 1,25 milhão | Depende do resto do tráfego |
| 20 | 1,25 milhão | 750 mil | Aperta |
Cenário ilustrativo. A franquia é do plano gratuito Developer, conferida em 13 de agosto de 2026; quantos eventos medidos cada usuário gera depende da sua própria instrumentação.
A conclusão prática vale para qualquer ferramenta cobrada por evento: instrumentação generosa é um item de custo. Rastrear tudo “porque um dia pode ser útil” é a decisão que estoura franquia, e ela costuma ser tomada por quem não paga a fatura. No modelo por assento do GrowthBook o problema simplesmente não existe, e em troca aparece o outro: cada pessoa a mais com acesso custa.
Estatística: bayesiano nos dois, profundidade por plano
Os dois lideram com leitura bayesiana, o que sozinho já não diferencia ninguém em 2026. A comparação útil é sobre quais métodos avançados estão disponíveis e em qual faixa de preço.
| Método | GrowthBook | Statsig |
|---|---|---|
| Inferência bayesiana | Documentada como método padrão do motor | Documentada como método padrão do motor |
| Opção frequentista | Disponível como método alternativo | Disponível como método alternativo |
| CUPED (redução de variância) | Listado na página de preços como recurso do Pro de nuvem | Descrito na documentação como parte do motor de experimentação |
| Teste sequencial | Listado na página de preços como recurso do Pro de nuvem | Descrito na documentação como método nativo, com correção do intervalo para leituras antecipadas |
| Verificação de SRM | Documentada como parte do motor | Incluída na interpretação de resultado |
Nenhuma das duas empresas publica uma especificação estatística congelada como faria um artigo acadêmico, e as duas iteram o motor ao longo do tempo. Trate a tabela como uma fotografia a reconferir na assinatura, não como garantia permanente. Para a mecânica por trás dos métodos, independente de fornecedor, veja o guia de teste A/B bayesiano, o artigo sobre CUPED e o de teste sequencial.
O exemplo trabalhado: a mesma leitura pelas duas réguas
O experimento dimensionado acima rodou os 22 dias e fechou com 31.234 visitantes por variação: 1.562 conversões no controle (5,00%) contra 1.717 na variação (5,50%).
Pela régua frequentista: z = 2,78, valor-p ≈ 0,0054, com intervalo de confiança de 95% da diferença entre +0,147 e +0,846 ponto percentual e melhora relativa observada de +9,92%.
Teste z bilateral de duas proporções. "Sem significância" quase sempre quer dizer que falta amostra, não que as versões são iguais.
Pela régua bayesiana, os mesmos quatro números: probabilidade de B vencer A de 99,73% (a calculadora abaixo arredonda o visor para 99,7%), com perda esperada de escolher B de aproximadamente 0,0001 ponto percentual. O visor mostra esse risco como 0,00 pp, porque ele arredonda para duas casas e a perda é menor que isso; pelo mesmo modelo Beta-Binomial, a perda esperada de escolher A seria de 0,496 ponto percentual, ou seja, ordens de grandeza maior.
Modelo Beta-Binomial com prior uniforme Beta(1,1) e intervalo de credibilidade de 95%. Cálculo determinístico, recalcula ao vivo.
As duas leituras concordam, como costuma acontecer quando o teste foi dimensionado antes e rodou até o fim. A diferença aparece na frase que cada uma autoriza: a frequentista autoriza “a probabilidade de ver isso por acaso é baixa”; a bayesiana autoriza “o risco de errar escolhendo B é de cerca de 0,0001 ponto percentual”. A segunda é a frase que um gestor consegue usar numa decisão de rollout, e é por isso que ela virou o padrão comercial das duas plataformas. Nenhuma das duas, no entanto, salva um teste que não tinha amostra: régua não cria poder estatístico, como detalha o guia de significância estatística.
Erros comuns na avaliação
| Erro | Por que sai caro |
|---|---|
| Assumir que auto-hospedado significa custo zero | Auto-hospedar remove licença, não infraestrutura, atualização nem custo de consulta ao warehouse |
| Comparar faixas gratuitas pelo nome do recurso | Uma é limitada por número de usuários e a outra por volume de evento; elas limitam coisas diferentes |
| Tratar CUPED ou sequencial como exclusividade de um dos dois | Os dois documentam os métodos; a pergunta real é qual plano de qual fornecedor inclui hoje |
| Ignorar a troca de dono do Statsig | Marca e clientes passaram para a Amplitude em maio de 2026; confirme escopo, roadmap e suporte antes de contrato longo |
| Escolher pelo marketing de warehouse-native | O Statsig também documenta implantação sobre warehouse; confira o escopo atual contra a sua stack |
Faça isso sem escolher entre um projeto de infraestrutura e uma suíte inteira
Se o problema real do seu time não é “precisamos de infraestrutura corporativa de feature flag” nem “precisamos de uma suíte de analytics de produto”, e sim “queremos rodar um teste A/B honesto no nosso site sem escolher entre um projeto de infraestrutura e uma conta grande de plataforma”, as duas opções desta comparação são mais ferramenta do que o problema pede.
A Donnu é construída para esse caso mais estreito e mais comum, do lado web da experimentação: snippet leve client-side, estatística bayesiana calculada de forma transparente e nenhuma infraestrutura para manter. Ela não substitui a profundidade de feature flag nem a amplitude de analytics de produto de nenhum dos dois, e um time que gerencia lançamento por flag na superfície inteira do produto deve continuar avaliando GrowthBook e Statsig diretamente. Mas se o seu checklist está mais perto de “testar uma mudança de página direito e confiar no resultado”, comece um teste grátis e veja se o encaixe se sustenta contra o seu tráfego.
Leia também: GrowthBook: análise completa · Statsig: análise completa · GrowthBook x PostHog · Ferramentas de teste A/B open-source · Read in English
Referências
- GrowthBook. Pricing. Planos, preço por assento, limites de usuário e projeto e escopo de cada faixa, conferidos em 13 de agosto de 2026. growthbook.io/pricing.
- Statsig. Pricing. Planos Developer, Pro e Enterprise, franquia de eventos, gravações e retenção, conferidos em 13 de agosto de 2026. statsig.com/pricing.
- Statsig. CUPED. Documentação oficial do método de redução de variância com dados anteriores ao experimento. docs.statsig.com.
- Amplitude. Amplitude and Statsig partnership. Anúncio de 5 de maio de 2026 sobre a Amplitude assumir marca e clientes do Statsig e manter a plataforma. amplitude.com/blog/amplitude-and-statsig-partnership.
- OpenAI. Vijaye Raji to become CTO of Applications with acquisition of Statsig. Anúncio da aquisição, setembro de 2025. openai.com.
- Deng, A., Xu, Y., Kohavi, R. e Walker, T. Improving the Sensitivity of Online Controlled Experiments by Utilizing Pre-Experiment Data. WSDM, 2013. Artigo original do CUPED. exp-platform.com.
Perguntas frequentes
- O GrowthBook é mesmo gratuito?
- A edição open source é gratuita para rodar na sua infraestrutura e o plano de nuvem Starter é gratuito para até 3 usuários e 1 projeto, segundo a página oficial de preços conferida em 13 de agosto de 2026. O que não é gratuito é a operação: servidor, atualização, custo de consulta ao data warehouse e o tempo de quem modela as métricas em SQL. E atenção ao escopo: na tabela publicada, a linha do open source auto-hospedado aparece com flags e experimentos básicos, sem os recursos avançados, enquanto CUPED e teste sequencial aparecem como recursos do plano Pro de nuvem.
- Quanto custa o Statsig em 2026?
- Segundo a página oficial de preços conferida em 13 de agosto de 2026, o plano Developer é gratuito e inclui 2 milhões de eventos medidos por mês, 50 mil gravações de sessão por mês, assentos ilimitados e 1 ano de retenção de analytics. O Pro custa 150 dólares por mês com 5 milhões de eventos inclusos (e 0,05 dólar por mil eventos adicionais), 100 mil gravações por mês, assentos ilimitados e retenção ilimitada. O Enterprise é por contrato, com preço por volume, controle de acesso por papel e opção de implantação sobre o data warehouse.
- De quem é o Statsig hoje?
- A situação mudou duas vezes e vale conferir antes de assinar contrato longo. Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou a aquisição do Statsig, num negócio em ações amplamente reportado em cerca de 1,1 bilhão de dólares, com o fundador Vijaye Raji assumindo como CTO de Aplicações da OpenAI. Em 5 de maio de 2026, a Amplitude anunciou que passa a assumir a marca e os clientes do Statsig, mantendo e desenvolvendo a plataforma atual na nuvem e sobre o data warehouse, enquanto o time original segue na OpenAI. Na prática, o produto continua, o dono mudou e o roadmap de longo prazo passa a convergir com o da Amplitude.
- Qual dos dois tem estatística melhor?
- Nenhum tem vantagem matemática clara no papel: os dois lideram com leitura bayesiana e os dois documentam redução de variância no estilo CUPED e teste sequencial. A pergunta útil não é de quem é a matemática superior, é qual plano de qual fornecedor inclui hoje o método que o seu time precisa. No GrowthBook, a página de preços coloca CUPED e sequencial no Pro de nuvem. No Statsig, a documentação descreve os dois como parte do motor de experimentação, e não como módulo pago à parte.
- Preciso de time de engenharia para rodar o GrowthBook?
- Para auto-hospedar, sim: alguém precisa subir e manter a aplicação e conectá-la ao data warehouse ou ao seu pipeline de eventos, o que é trabalho contínuo de engenharia, não configuração de uma tarde. A nuvem do GrowthBook tira quase toda essa carga operacional mantendo o mesmo modelo de consulta ao warehouse, então um time pequeno sem engenheiro de infraestrutura costuma ser melhor servido começando pelo Starter gratuito de nuvem e migrando para auto-hospedado depois, se residência de dados ou custo em escala virarem o critério dominante.
- Qual dos dois sai mais barato para um time pequeno?
- Depende de qual eixo é o seu gargalo, porque os dois cobram por coisas diferentes. O GrowthBook Pro cobra por assento (40 dólares por pessoa por mês), então o custo cresce com quantas pessoas entram na ferramenta e é indiferente ao tráfego. O Statsig Pro cobra 150 dólares por mês com assentos ilimitados e franquia de eventos, então o custo cresce com o volume de evento e é indiferente ao tamanho do time. Com 3 pessoas, o GrowthBook Pro sai por 120 dólares; com 10, por 400. Compare contra o seu número real de pessoas e de eventos, não contra a lista de recursos.