Verificador de conteúdo citável por IA
Cole um trecho e a pergunta que ele promete responder. A ferramenta mostra o recorte que um modelo levaria, dá nota de 0 a 100 em 9 itens e devolve a fila do que consertar, do que mais dói para o que menos dói. Grátis, sem cadastro, e o texto não sai do seu navegador.
- - palavras
- - frases
- - palavras por frase
- - palavras por parágrafo
O trecho que um modelo levaria
As primeiras frases, até 50 palavras. É este recorte, e não a página inteira, que precisa se sustentar sozinho.
O que o texto entrega (e o que falta)
- Resposta na primeira frase-
- Termos da pergunta no recorte-
- Recorte se sustenta sozinho-
- Frase curta-
- Parágrafo curto-
- Dado verificável-
- Fonte atribuída-
- Lista, título ou tabela-
- Linguagem firme-
Termos da pergunta dentro do recorte
Marcas encontradas no texto
Avisos
Tudo roda no seu navegador: o texto não sai daqui e nenhum modelo de IA é consultado. A nota mede a FORMA do texto, que é o que está sob o seu controle, e é reprodutível: o mesmo texto dá sempre o mesmo número. Ela não prevê citação, porque nenhum sistema publica o critério real de escolha de fonte.
Esta página analisa o texto. Se a sua dúvida é anterior, se o robô consegue chegar na página, o checklist de prontidão GEO mede a camada de acesso do site inteiro, e o gerador de llms.txt resolve o arquivo da raiz do domínio. Se o que falta é marcação, o gerador de schema FAQ e o gerador de schema Article montam o JSON-LD. Ordem prática: acesso primeiro, texto citável depois, marcação por último. Marcar bem um parágrafo que ninguém consegue recortar não resolve nada.
O que a busca generativa faz com o seu texto
Um sistema de IA não lê a sua página do jeito que um leitor lê. Ele corta o conteúdo em pedaços, guarda cada pedaço separado e, na hora de responder, resgata os pedaços que parecem responder a pergunta. O que chega na resposta final não é o seu artigo: é um recorte de 40 a 60 palavras que precisa fazer sentido sozinho, fora do site, sem o título da seção, sem o parágrafo anterior e sem a imagem que explicava o gráfico.
Daí sai a única pergunta que importa antes de publicar: existe, no seu texto, um pedaço que responde a pergunta e se sustenta sozinho? Na maioria dos posts de marketing a resposta é não. A informação está lá, mas espalhada: a promessa fica no título, a condição fica no terceiro parágrafo e o número fica numa tabela sem legenda. Para um leitor humano paciente isso funciona. Para um recorte, não sobra nada de citável.
Como usar
- Escreva a pergunta-alvo do jeito que o usuário digitaria, não do jeito que você titularia. Ela vale 12 dos 100 pontos e é o que revela quando o texto responde por sinônimo.
- Cole uma seção por vez, não o post inteiro. Um H2 e o bloco abaixo dele é a unidade certa: é mais ou menos assim que os sistemas cortam.
- Olhe o recorte extraído antes de olhar a nota. Se você não entende aquele bloco sem contexto, nenhum modelo vai entender.
- Resolva a fila de correção de cima para baixo. Ela já vem ordenada por ponto perdido, então o primeiro item é sempre o de maior retorno por minuto.
- Recole o texto corrigido e compare as duas notas. A diferença é a única evidência honesta de que a reescrita mudou alguma coisa.
Como funciona: os 9 itens e os pesos
A nota segue a ordem em que um sistema atravessa o texto: primeiro ele procura a resposta, depois testa se o pedaço se sustenta, depois vê se cabe numa citação e só então decide se aquilo merece confiança.
A abertura leva 28 pontos porque é a parte do texto que decide se existe recorte. O item de recorte autossuficiente pune duas coisas: começar com conectivo (isso, portanto, além disso) e citar outro ponto da página (como vimos, a tabela acima). As duas são invisíveis para quem lê o post inteiro e fatais para quem lê só o pedaço. Estrutura vale 10 porque lista e título dão ao sistema um ponto de corte limpo, e fonte vale 8 porque uma afirmação atribuída é mais barata de verificar do que uma afirmação solta.
Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)
O texto que já vem preenchido é um caso real de blog de conversão: três parágrafos honestos, escritos para serem lidos inteiros, e por isso mesmo impossíveis de recortar. Ele tem 108 palavras, 3 frases e 3 parágrafos, e a nota fecha em 34 de 100, faixa E.
- Resposta na 1a frase: a abertura é Neste artigo vamos falar, então os 10 pontos de rodeio vão embora. Ela tem 35 palavras, o que rende 6 x (45 menos 35) / 20 = 3 de 16.
- Termos da pergunta: durar e teste aparecem no recorte, tempo não, então 8 de 12.
- Recorte autossuficiente: nenhum conectivo na abertura e nenhuma referência ao resto da página, 12 de 12.
- Frase: 36 palavras por frase, quase no teto de 38, sobram 1,3 de 12. Parágrafo: 36 palavras, dentro do ideal de 60, 10 de 10.
- Dado verificável: nenhum número no texto, 0 de 12. Fonte atribuída: nenhuma, 0 de 8. Estrutura: sem lista, título ou tabela, 0 de 10.
- Linguagem firme: 6 termos vagos em 108 palavras dão 5,6 por 100, mais que o dobro do limite de 2,5, então 0 de 8.
- Soma: 3 + 8 + 12 + 1,3 + 10 = 34,3, que arredonda para 34.
O diagnóstico é claro: o texto sabe a resposta e nunca a diz. Agora o mesmo conteúdo, com a mesma informação, reorganizado pelos itens da fila:
## Quanto tempo deve durar um teste A/B Um teste A/B deve durar ciclos semanais inteiros, até atingir a amostra planejada antes de começar. Na maior parte das lojas isso dá de 2 a 4 semanas. Três regras fecham a conta: - Rode no mínimo 1 ciclo semanal completo, de segunda a domingo: quem compra na terça não é quem compra no sábado. - Pare ao atingir a amostra calculada, nunca no primeiro sinal de vitória. - Não passe de 4 semanas. Acima disso, a perda de cookie e a sazonalidade corroem a leitura. Exemplo: uma loja com 20.000 visitantes por semana e conversão de 2,5% precisa de 21 dias para detectar um ganho relativo de 10% com 95% de confiança. Fonte: calculadora de tamanho de amostra da Donnu A/B.
Este segundo texto tem 131 palavras, 8 frases, média de 16,4 palavras por frase, 9 números e uma fonte declarada, e marca 100 de 100. Nada foi inventado: o ganho veio de tirar as 35 palavras de rodeio, quebrar as frases longas, transformar as três condições numa lista e trocar alguns ciclos semanais por de 2 a 4 semanas. É a mesma pesquisa, escrita para ser recortada.
Como interpretar e onde a nota engana
A nota mede a forma, não o mérito. Um texto errado, bem estruturado e cheio de números, tira 100 tranquilo. Nenhuma ferramenta client-side verifica se o seu dado é verdadeiro, e essa parte continua sendo trabalho humano: o número que você cita precisa existir, e a fonte que você atribui precisa dizer o que você afirma que ela diz.
A segunda armadilha é caçar pontos. Enfiar números irrelevantes para inflar a densidade de dado produz um texto pior e uma nota melhor, o que é o pior dos dois mundos. O mesmo vale para a lista: transformar prosa em bullets sem hierarquia real deixa o texto mais fácil de cortar e mais difícil de entender. Se a correção não melhora o texto para uma pessoa, ela não vale o ponto.
A terceira é o limite do método. A análise é léxica, então ela não entende ironia, não sabe se o seu isso tem antecedente claro e não avalia se a resposta está certa. Ela acerta muito no diagnóstico estrutural, que é onde quase todo mundo perde, e erra em casos de borda. Trate o resultado como uma revisão que nunca se cansa, não como um veredito.
A quarta é confundir citação com tráfego. Ser citado numa resposta gerada não garante clique, e em busca com resposta pronta na tela boa parte da sessão termina ali. O ganho de estar na resposta é presença de marca e a fatia de gente que clica para verificar. Se a sua meta é apenas sessão, o efeito da busca sem clique está detalhado em otimização para busca zero-click.
Do texto à evidência
Reescrever para citação é uma aposta sobre como terceiros tratam o seu conteúdo, e aposta sem medição vira folclore de equipe. O caminho curto:
- Guarde a nota antes e depois de cada reescrita, com a data. Sem linha de base, qualquer variação depois vira interpretação livre.
- Acompanhe menção e citação, não só posição. O método completo está em GEO em 2026, e a estrutura de conteúdo que mais rende citação está em FAQ para citação por IA.
- Quando a reescrita mexer no que o visitante vê, e não só no que a máquina lê, meça com teste A/B antes de espalhar para o site inteiro. Cortar a introdução muda conversão, não só recorte.
Para virar o primeiro item da fila em hipótese testável, use o gerador de hipótese. Para dimensionar o experimento antes de ligar qualquer coisa, a calculadora de tamanho de amostra resolve em um minuto. E a relação entre as duas frentes está em teste A/B e citação por IA.
Perguntas frequentes
- O que faz um conteúdo ser citável por IA?
- Ser recortável. Um sistema de IA não cita a sua página, ele cita um pedaço dela, e esse pedaço precisa responder a pergunta sozinho, sem depender do parágrafo anterior nem do título da seção. Na prática são cinco coisas: a resposta aparece na primeira frase, o recorte se sustenta fora do site, a frase é curta o bastante para caber numa citação, existe um dado verificável para ancorar a afirmação e a linguagem afirma em vez de hesitar. É exatamente isso que esta ferramenta mede.
- A nota prevê que a IA vai me citar?
- Não, e desconfie de qualquer ferramenta que prometa isso. Nenhum sistema de IA publica o critério real de escolha de fonte, e a escolha depende de coisas fora do seu texto: a autoridade do domínio, o que os concorrentes publicaram, o histórico da conversa do usuário. O que a nota faz é medir a forma do texto, que é a única parte da equação sob o seu controle. Um texto nota 100 continua competindo com outros; um texto nota 30 nem entra na competição, porque não existe recorte para levar.
- Por que a primeira frase vale tanto?
- Porque é ela que vira o recorte. Quando um sistema de recuperação corta a página em pedaços, o pedaço de cima é o que carrega a promessa do título, e é o que tem mais chance de ser lido inteiro. Se a primeira frase é rodeio de introdução, o modelo precisa procurar a resposta no meio do texto e concorrer com quem já respondeu de cara. Os 16 pontos do item se dividem em 10 pela ausência de rodeio e 6 pelo tamanho: até 25 palavras leva tudo, e a partir de 45 zera.
- A ferramenta usa IA para analisar meu texto?
- Não. A análise é léxica e estrutural: contagem de palavras, divisão em frases e parágrafos, busca de expressões numa lista fechada por idioma e detecção de números, listas e marcadores de fonte. Nenhum modelo é chamado e nada sai do seu navegador. Isso tem uma vantagem que uma análise por IA não teria: o resultado é reprodutível. O mesmo texto devolve sempre o mesmo número, então dá para usar a nota como linha de base antes e depois de uma reescrita.
- O que conta como linguagem vaga?
- Expressões que enfraquecem a afirmação sem acrescentar informação: geralmente, tende a, costuma, de certa forma, depende de vários fatores, na maioria dos casos. Elas existem para proteger quem escreve, não para informar quem lê, e um sistema que precisa escolher uma fonte prefere a que afirma. A lista é fechada e diferente em cada idioma. O item zera quando o texto passa de 2,5 termos vagos a cada 100 palavras. A correção quase nunca é apagar a ressalva: é trocar o advérbio por um número e uma condição.
- Preciso mesmo declarar a pergunta-alvo?
- Precisa, porque sem ela 12 dos 100 pontos ficam zerados e você perde o diagnóstico mais útil da ferramenta. A cobertura compara os termos da pergunta com o recorte, e o padrão de erro é sempre o mesmo: o texto responde a pergunta usando sinônimos e nunca escreve os termos que a pessoa realmente digitou. Escrever a pergunta antes de escrever a resposta também resolve metade dos problemas de estrutura, porque força você a decidir o que a seção promete.
- Devo analisar o post inteiro ou uma seção?
- Uma seção por vez, e é assim que os sistemas leem. Colar 3.000 palavras devolve uma média que esconde o que interessa: a abertura de cada bloco. O uso que rende é pegar cada H2 do post, colar o bloco daquela seção com a pergunta que ele promete responder e corrigir o que a fila apontar. Um post com oito seções vira oito análises curtas, e cada uma delas é um recorte candidato a citação.
- Escrever para IA piora o texto para o leitor humano?
- Não, e a evidência é antiga. Tudo que a nota premia, resposta na abertura, frase curta, dado no lugar de adjetivo e parágrafo que cabe na tela, é o que a boa escrita para web já pedia antes de existir busca generativa. O que a nota pune é o hábito de encher a introdução para o texto parecer mais completo. Quem tira o rodeio ganha nas duas frentes: o leitor humano encontra a resposta antes de desistir, e a máquina encontra um recorte para levar.
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Com o texto recortável, o próximo passo é a camada que ele não resolve: acesso do crawler, marcação e sinal de autoria fora do seu domínio. Leia o método completo em GEO em 2026 e o que muda no trabalho de conversão em CRO na era da IA.