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Convert.com: Análise Completa 2026 (Recursos e Preço)

Análise do Convert.com em 2026: preço público na íntegra, modelo de usuários testados, motor frequentista e bayesiano, limites reais e para quem serve.

Ilustração plana de uma lupa sobre uma janela de software com linhas de conteúdo e um pequeno interruptor ao lado

O Convert.com é a ferramenta de teste A/B que publica o próprio preço, e isso muda mais coisa do que parece. Numa categoria em que quase todo concorrente relevante esconde o valor atrás de um formulário de contato, poder somar o custo antes de falar com um vendedor é uma vantagem prática de planejamento. Esta análise cobre o que a ferramenta faz, quanto ela cobra de fato, como o modelo de usuários testados interage com o dimensionamento do seu teste, onde estão os limites reais e para que tipo de operação a conta fecha. Para o panorama da categoria inteira, veja a comparação neutra de ferramentas de teste A/B.

Aviso de transparência antes de qualquer linha: a Donnu é uma ferramenta de teste A/B e concorre com o Convert.com em parte do escopo. Este texto foi escrito para ser útil mesmo para quem vai escolher o Convert no fim, e a seção sobre onde ele é claramente a escolha certa está aqui exatamente por isso.

O que o Convert.com é, em uma frase por peça

Peça O que faz Para quem costuma importar
Teste A/B e split URL Experimento client-side com editor visual e edição de código Marketing, sem depender de deploy
Teste multivariado Combinação de elementos na mesma página Times com tráfego alto e muitas variáveis
Personalização Entrega de conteúdo por segmento declarado Operações com público segmentável
Motor estatístico duplo Leitura frequentista ou bayesiana do mesmo experimento Times que já têm uma régua estatística definida
Integrações de analytics Envio do experimento para a ferramenta de dados da casa Quem decide fora da interface da ferramenta de teste

A leitura honesta dessa tabela: o Convert é uma ferramenta de experimentação em página, não uma suíte de comportamento com mapa de calor, gravação de sessão e pesquisa com usuário. Isso é um recorte deliberado, e ele explica tanto o preço mais baixo que uma suíte completa quanto o fato de ele não substituir uma.

Preço: a tabela pública, na íntegra

Este é o principal diferencial competitivo da ferramenta e merece ser reproduzido sem interpretação. Números conferidos na página oficial de preços em 10 de agosto de 2026:

Plano Mensal Anual Usuários testados inclusos Excedente
Growth US$ 399/mês US$ 3.588/ano (US$ 299/mês) 100 mil/mês (1,2 milhão/ano) US$ 399 por 100 mil
Pro US$ 599/mês US$ 5.040/ano (US$ 420/mês) 100 mil/mês (1,2 milhão/ano) US$ 699 por 250 mil
Enterprise Cotado Cotado, só anual A partir de 1 milhão/mês US$ 699 por 250 mil

Os valores excluem impostos, calculados no checkout conforme a localização da cobrança. O teste gratuito anunciado é de 15 dias, sem cartão de crédito.

Duas observações que a tabela publicada deixa explícitas e que quase ninguém repara:

  1. Growth e Pro incluem o mesmo volume. O que separa os dois é o conjunto de funcionalidades e o preço do excedente, não a franquia. Se o seu problema é volume, subir de plano não resolve sozinho.
  2. O excedente do Pro é proporcionalmente mais barato. US$ 699 por 250 mil dá cerca de US$ 2,80 por mil usuários testados adicionais, contra US$ 3,99 por mil no Growth. Quem sabe que vai estourar a franquia com frequência precisa fazer essa conta antes, não depois da primeira fatura.
Custo anual por plano do Convert.com e franquia de usuários testadosNo pagamento anual, o plano Growth custa 3.588 dólares por ano e o Pro custa 5.040 dólares por ano, ambos com franquia de 100 mil usuários testados por mês. O excedente do Growth sai a 3,99 dólares por mil usuários adicionais e o do Pro a 2,80 dólares por mil.Custo anual publicado, pagamento anualGrowthUS$ 3.588/anoProUS$ 5.040/anoEnterprisecotado, só anualFranquia mensal100 mil usuários testados no Growth e no ProPreço do excedenteUS$ 3,99 por mil no Growth · US$ 2,80 por mil no ProFonte: página oficial de preços, conferida em 10 de agosto de 2026. Valores sem impostos.
A diferença entre Growth e Pro não está no volume incluído, está no conjunto de recursos e no preço marginal do excedente. Essa é a leitura que a tabela publicada permite e que uma cotação fechada esconderia.

Usuário testado: a unidade que decide se o plano cabe

A cobrança do Convert é por usuário testado: visitante único que entra num experimento ativo no período. Não é sessão, não é pageview e não é visitante do site inteiro, só de quem foi efetivamente sorteado para um teste. Essa distinção é o que liga o preço da ferramenta ao dimensionamento estatístico do seu experimento, e é a conta que ninguém faz antes de assinar.

Ajuste a calculadora com a sua taxa base real para ver quantos visitantes o seu próximo teste consome:

Calculadora de tamanho de amostra
-Visitantes por variação
-Total (2 variações)
-Duração estimada

Cálculo por aproximação normal de duas proporções, 2 variações (50/50). Mexa nos campos e veja o impacto ao vivo.

Quanto do plano um teste realmente consome

Uma loja converte 3% e recebe 20.000 visitas por semana. Para detectar um ganho relativo de 15% (de 3% para 3,45%), a 95% de confiança e 80% de poder, a matemática pede 24.193 visitantes por variação, o que leva 17 dias. Com duas variações, o experimento consome cerca de 48.386 usuários testados, menos da metade da franquia mensal de 100 mil.

Agora troque a ambição. Mirando 10% relativo (de 3% para 3,3%), o requisito sobe para 53.211 por variação, o que leva 38 dias e consome cerca de 106.422 usuários testados: sozinho, esse único teste já estoura a franquia mensal, e o excedente entra na fatura.

Ambição do teste Amostra por variação Duração a 20 mil/semana Usuários testados consumidos Cabe nos 100 mil/mês?
15% relativo 24.193 17 dias ~48.386 Sim, sobra metade
10% relativo 53.211 38 dias ~106.422 Não, estoura sozinho

A conclusão prática vale para qualquer ferramenta cobrada por volume testado, não só para o Convert: a sua ambição estatística é um item de custo. Mirar um efeito menor não é só esperar mais tempo, é pagar mais. Isso não é motivo para inflar o efeito mínimo detectável e enganar a si mesmo, é motivo para escolher testes com efeito esperado grande o suficiente para caber no orçamento, assunto tratado no guia de significância estatística.

Motor duplo: frequentista e bayesiano na mesma ferramenta

A página de preços lista um motor estatístico frequentista e bayesiano nos planos. Ter as duas réguas disponíveis é uma vantagem real, e também uma armadilha se o time não decidir antes qual delas usa.

As duas respondem perguntas diferentes. O valor-p frequentista responde “se não houvesse diferença nenhuma, qual a chance de eu observar um resultado ao menos tão extremo quanto este”. A probabilidade bayesiana responde “dado o que observei, qual a chance de B ser melhor que A”. Não são traduções uma da outra, e no mesmo conjunto de dados elas podem produzir leituras de confiança bem diferentes.

O exemplo trabalhado

O teste do exemplo acima rodou até 24.000 visitantes por variação e fechou com 720 pedidos no controle (3,00%) contra 806 na variação (3,36%).

Calculadora de significância estatística
Controle (A)
Variação (B)
Controle (A) · Taxa-
Variação (B) · Taxa-
Melhora relativa-
valor-p-
IC 95% da diferença-

Teste z bilateral de duas proporções. "Sem significância" quase sempre quer dizer que falta amostra, não que as versões são iguais.

Rodando esses quatro números no motor de significância deste blog: z = 2,24, valor-p ≈ 0,0253, com intervalo de confiança de 95% da diferença entre +0,04 e +0,67 ponto percentual, e melhora relativa observada de +11,9%. Pela régua frequentista de 5%, o resultado é significativo e a variação vence.

Repare no intervalo, porque é ele que sustenta a decisão de negócio. O ganho verdadeiro pode ser tão pequeno quanto 0,04 ponto percentual, ou seja, cerca de um oitavo do ponto central observado. Um resultado significativo com intervalo largo autoriza a afirmação “B é melhor que A” e não autoriza a projeção “vamos ganhar 11,9% de conversão”. Essa distinção é a diferença entre um programa de experimentação que sobrevive à auditoria financeira e um que não sobrevive.

O ponto de atenção com o motor duplo é comportamental, não matemático: ter as duas leituras na tela cria o incentivo de olhar as duas e escolher a que já favorece a decisão preferida. A regra de higiene é declarar a régua no desenho do teste, junto com a métrica primária e o tamanho de amostra, e não mudar depois. Quem quiser entender a lógica bayesiana antes de escolher pode começar pelo guia de priors bayesianos e pela perda esperada como regra de parada.

Pontos fortes reais

Limitações e pontos de atenção

Como avaliar num piloto de 15 dias

O erro clássico é tentar rodar um experimento com veredito dentro do teste gratuito. Quinze dias raramente fecham amostra. Use o período para responder as perguntas que não dependem de amostra:

  1. Instalação e desempenho. O snippet carrega sem atrasar a página? Há cintilação visível na variação?
  2. Divisão real de tráfego. No primeiro dia, a distribuição bate com o configurado? Divisão torta é defeito de instrumentação, não azar.
  3. Editor visual contra o seu HTML real. Ele consegue alterar os elementos que você precisa mudar, ou tudo vira edição de código?
  4. Integração com o seu analytics. O experimento aparece na ferramenta onde o seu time realmente decide?
  5. Contagem de usuários testados. Confira quantos usuários testados o piloto consumiu e projete isso para o seu plano de testes do trimestre.
  6. As duas leituras estatísticas. Rode um teste A/A, sem diferença real entre os lados, e veja como cada régua reporta o não-efeito.

O teste A/A do item 6 é o mais revelador e o mais pulado. Ele não mede a ferramenta contra a concorrência, mede a sua instrumentação contra a realidade, e é a forma mais barata de descobrir um problema de coleta antes de tomar decisão em cima dele.

Análise final: para quem o Convert.com faz sentido

Faz sentido para operação de médio porte com tráfego na casa das dezenas de milhares de usuários testados por mês, que precisa de teste A/B e split URL em web com editor visual, que valoriza orçamento previsível sem passar por uma call comercial, e que tem uma posição estatística própria e quer poder aplicá-la.

Faz menos sentido para operação com volume muito acima da franquia (onde o excedente domina a conta e uma cotação por volume tende a sair melhor), para quem precisa de suíte com mapa de calor e gravação junto, e para times de engenharia cujo caso central é feature flag e experimentação server-side, para os quais as opções abertas cobertas na comparação GrowthBook x PostHog e em ferramentas de teste A/B open-source tendem a encaixar melhor.

Se o seu caso é o segundo grupo e o que pesou foi o custo por volume, a Donnu é uma das opções mais leves da categoria, com preço previsível e sem call para descobrir o valor, focada em teste A/B em web com estatística honesta. Ela não substitui o Convert em teste multivariado nem em personalização por segmento, e dizer o contrário seria desonesto. Se o seu caso é teste A/B em página com leitura estatística conservadora, comece um teste grátis de 14 dias e compare o que de fato importa para você.


Leia também: Ferramentas de Teste A/B Comparadas · Preços de Ferramentas de Teste A/B · VWO: análise completa · Significância Estatística em Testes A/B

Referências

Perguntas frequentes

Quanto custa o Convert.com?
A página oficial de preços publica os valores, o que já é incomum na categoria. Na checagem feita para este blog em 10 de agosto de 2026, o plano Growth aparecia por US$ 399 por mês no pagamento mensal ou US$ 3.588 por ano (equivalente a US$ 299 por mês), e o Pro por US$ 599 mensais ou US$ 5.040 por ano (US$ 420 por mês). Os dois incluem 100 mil usuários testados por mês. O Enterprise é cotado, anual, e parte de 1 milhão de usuários testados por mês. Os valores excluem impostos, calculados no checkout conforme a localização da cobrança.
O que conta como usuário testado no Convert.com?
É a unidade de cobrança da ferramenta: cada visitante único que entra em um experimento ativo no período. Isso é diferente de sessões e diferente de pageviews, e é a conta que decide se o seu plano cabe. Um teste dimensionado em 24 mil visitantes por variação consome cerca de 48 mil usuários testados, o que cabe folgado nos 100 mil mensais dos planos Growth e Pro. Rodar três testes grandes em paralelo no mesmo mês é o cenário que costuma estourar o limite.
Qual a diferença entre os planos Growth e Pro?
Não é volume. Na tabela publicada, os dois planos incluem os mesmos 100 mil usuários testados por mês, e a diferença está no conjunto de funcionalidades e no preço do excedente: o Growth cobra US$ 399 por 100 mil usuários adicionais e o Pro cobra US$ 699 por 250 mil, o que dá um custo unitário menor no excedente. Se o seu gargalo é volume e não recurso, vale simular os dois cenários antes de assinar.
O Convert.com usa estatística frequentista ou bayesiana?
Os dois. A página de preços lista um motor estatístico frequentista e bayesiano disponível nos planos, o que na prática significa que você escolhe a régua com que lê o resultado. É uma vantagem real sobre ferramentas que impõem uma única abordagem, e também uma responsabilidade: os dois métodos respondem perguntas diferentes e podem discordar sobre o mesmo conjunto de dados. Escolha a régua antes de começar o teste, nunca depois de ver o resultado.
O Convert.com tem teste grátis?
Sim. A página oficial anuncia um teste gratuito de 15 dias sem exigir cartão de crédito. Quinze dias é tempo suficiente para validar instalação, editor visual, integração com analytics e divisão real de tráfego, mas quase nunca é suficiente para fechar a amostra de um teste de verdade. Trate o período como avaliação técnica da ferramenta, não como o primeiro experimento com veredito.
Para quem o Convert.com faz sentido?
Para operações de médio porte que querem preço público e previsível, testes client-side em web com editor visual, e a possibilidade de ler o resultado tanto pela régua frequentista quanto pela bayesiana. Faz menos sentido para quem precisa de experimentação server-side com feature flags como caso de uso central, para quem tem volume muito acima de 100 mil usuários testados por mês (aí a conta de excedente pesa) e para operações pequenas cujo tráfego não sustenta o custo mensal.