Analisador de títulos: nota, palavra por palavra e corte no Google
Escreva as variações que você está considerando, uma por linha, e veja a nota de cada uma, o ranking entre elas, a classificação de cada palavra e onde o resultado do Google corta. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu navegador.
Ranking das variações
Clique numa variação para ver o detalhe dela abaixo.
- - Caracteres
- - Palavras
- - Largura
- - Formato
Palavra por palavra
- de poder-
- de emoção-
- incomuns-
- comuns-
- Tom-
Cada palavra entra em um grupo só, com precedência fixa: poder, depois emoção, depois comum, e o que sobra é incomum. As palavras sublinhadas são as três primeiras e as três últimas, que é o que a pessoa lê quando varre a página sem parar.
O que entrou na nota
- Entre 40 e 65 caracteres-
- Cabe inteiro no resultado do Google-
- Entre 6 e 12 palavras-
- Pelo menos 20% de palavras incomuns-
- Tem palavra de emoção-
- Tem palavra de poder-
- Tem formato reconhecível-
- Palavra-chave na primeira metade-
- Sem caixa alta e sem exclamação repetida-
Avisos da variação selecionada
Tudo roda no seu navegador: os títulos não saem daqui, nenhuma busca é feita e nada é salvo. As listas de palavras de poder e de emoção são uma escolha editorial em português, não um dicionário oficial, e a largura em pixel é medida na Arial, que é a referência do resultado do Google. A nota mede o texto; quem mede o clique é o teste.
Para quem é esta página: quem já tem duas ou três versões de um título e precisa escolher uma para publicar. A ferramenta compara as variações entre si e explica por que uma pontua mais que a outra. Se o que você quer é contar palavras e caracteres de um texto inteiro, o lugar é o contador de palavras; se é ver o resultado da busca montado, com title, descrição e URL juntos, é o simulador de SERP; e se é escrever as meta tags completas da página, é o gerador de meta tags. As quatro tratam de coisas diferentes e se completam.
Um título não compete sozinho, ele compete numa lista
A maior parte dos conselhos sobre título trata o texto como se ele fosse lido isolado, numa página em branco. Não é o que acontece. Ele aparece cercado por outros nove resultados que falam do mesmo assunto, num espaço de largura fixa, para alguém que está varrendo a tela e não lendo. Nessa situação, três coisas decidem: se o título cabe inteiro, se ele diz em uma olhada que tipo de resposta entrega, e se ele é diferente dos vizinhos. Todo o resto é refinamento.
É por isso que esta ferramenta trabalha com uma lista de variações em vez de um título por vez. Avaliar um texto sozinho leva a uma nota abstrata, e nota abstrata não decide nada. Comparar três versões leva a uma escolha, que é o que você precisa fazer hoje. O ranking mostra qual ganha, o detalhe explica por quê, e a diferença entre as duas primeiras costuma ser uma palavra só.
Como usar
- Escreva as variações, uma por linha. Duas já bastam para comparar; três ou quatro é o ponto em que as diferenças ficam evidentes. Linha em branco é ignorada.
- Informe a palavra-chave alvo, se a página tiver uma. Em branco, a conferência de palavra-chave sai da conta em vez de descontar pontos, e a nota é recalculada sobre as oito conferências restantes.
- Ajuste a largura do resultado se quiser simular o celular. O padrão de 600 pixels é a referência de desktop; 400 aproxima a tela do telefone, onde o corte é mais agressivo.
- Leia o ranking e clique na variação que quiser destrinchar. O quadro de baixo mostra a nota dela, cada palavra classificada por cor e a lista de conferências com os pontos que cada uma valeu.
- Corrija o que os avisos apontam e veja a nota mexer ao vivo. Quando duas variações empatarem por cima, leve as duas para um teste em vez de escolher no gosto.
Como funciona: a nota, peso a peso
A nota é a soma de nove conferências com peso declarado, e não existe nada escondido nela. Quando a palavra-chave está em branco, a oitava conferência sai do denominador e a nota vira a fração do que restou, o que é diferente de contar zero: um título sem palavra-chave informada não é um título pior, é um título que você escolheu não avaliar por esse critério.
A classificação das palavras tem precedência fixa: poder primeiro, emoção depois, palavra comum em seguida, e o que sobrou é incomum. Uma palavra que caberia em dois grupos fica só no primeiro, para que a soma dos quatro grupos bata sempre com o total de palavras. Palavra comum é a que aparece em qualquer título e por isso não diferencia nada; é a lista de 188 palavras vazias do português, a mesma que o gerador de slug usa para encurtar URL.
A largura em pixel merece um parágrafo próprio porque é o número que mais surpreende. O Google não corta o título por contagem de caracteres, ele corta por espaço ocupado, e cada letra ocupa um espaço diferente. A ferramenta mede a frase letra a letra na tabela de larguras da Arial, que é a fonte de referência do resultado orgânico, e compara com a largura que você informou. É a mesma medida que o simulador de SERP usa, e é por isso que os dois sempre concordam.
Exemplo trabalhado (reproduz a saída padrão)
A ferramenta abre com três variações, a palavra-chave landing page e a largura de 600 pixels. O ranking sai assim, e cada número abaixo é o que aparece na tela:
- 88, faixa A: "7 erros de landing page que derrubam a sua conversão". São 52 caracteres, 10 palavras e 492 pixels, formato lista. Ela perde só a conferência de palavra de poder, que vale 12 pontos, e 100 menos 12 dá 88.
- 78, faixa B: "Como aumentar a conversão da sua landing page em 30 dias". São 56 caracteres, 11 palavras e 547 pixels, formato como fazer. Ela perde emoção, que vale 12, e palavra-chave na primeira metade, que vale 10, porque "landing page" só começa no caractere 33 de 56. Cem menos 22 dá 78.
- 40, faixa D: "Landing page: dicas de conversão". São 32 caracteres, 5 palavras e 305 pixels, sem formato. Ela perde caracteres, palavras, emoção, poder e formato, que somam 60 pontos.
Repare no que a terceira revela: ela tem 80% de palavras incomuns, a maior fatia das três, e mesmo assim é a pior. Fatia alta de palavra incomum num título de cinco palavras não é sinal de especificidade, é sinal de que faltam palavras. É a razão de a nota olhar várias dimensões em vez de uma só.
Agora acrescente hoje ao fim da primeira colocada, deixando "7 erros de landing page que derrubam a sua conversão hoje". Ela passa a 100: uma única palavra de poder resolve a conferência que faltava, e os 57 caracteres e 536 pixels continuam dentro da faixa. Essa é a diferença de uma palavra que separa um título bom de um título completo.
Troque agora a terceira linha por O guia definitivo e completo para aumentar a conversão da sua landing page em 2026 sem gastar mais. A nota despenca para 38, faixa E, com o selo de cortado no Google: são 98 caracteres, 18 palavras e 918 pixels contra os 600 disponíveis. O detalhe interessante é que essa variação tem cinco palavras de poder, mais que todas as outras juntas, e ainda assim é a pior da lista. Empilhar promessa não substitui caber na tela.
Por fim, escreva ATENÇÃO: você não vai acreditar no que este teste revelou. A nota fica em 64 e dois avisos aparecem que nenhum outro exemplo disparou: o de caixa alta e o de fórmula de isca. O de palavra-chave também acende, porque "landing page" sumiu do título. É um caso em que a nota mediana esconde um problema de reputação, e é por isso que os avisos existem separados dela.
Como interpretar cada bloco
O ranking é relativo à sua própria lista, não ao universo dos títulos. Se as três variações forem ruins, uma delas ainda vai ficar em primeiro. Olhe a faixa, não a posição: primeira colocada com faixa D quer dizer que a lista inteira precisa ser reescrita.
O quadro palavra por palavra serve para achar o meio morto do título. As palavras sublinhadas são as três primeiras e as três últimas, que é o que a pessoa lê de verdade. Quando as duas pontas estão cinzas, ou seja, feitas só de palavra comum, o título está gastando as posições mais valiosas com artigo e preposição.
O tom é uma contagem simples de palavras positivas menos negativas, e não é nem bom nem ruim por si. Título negativo costuma ganhar clique em busca de problema, do tipo "erros que", e título positivo costuma ganhar em busca de solução. O sinal útil é a incoerência: página que promete alívio com título de tom negativo entrega uma coisa e anuncia outra.
As conferências não têm o mesmo peso, e a ordem da lista é a ordem da importância. As duas primeiras, tamanho e corte, são as únicas com consequência puramente mecânica: o resto do mundo pode discordar sobre emoção e formato, mas ninguém discorda que texto cortado não é lido.
Limites conhecidos
A ferramenta lê o seu título e nada mais. Ela não conhece a busca que você quer ganhar, não vê quem já está lá e não sabe se o termo tem volume, porque nada disso existe dentro do navegador. Um título com nota 100 para uma palavra-chave que ninguém procura continua sendo um título com nota 100 e zero visita.
As listas de palavras de poder e de emoção são curadoria em português, não dicionário oficial, e vão sempre errar nas bordas: uma palavra do seu nicho pode carregar muita força e não estar na lista. Quando isso acontecer, confie no seu julgamento e não na conferência. O mesmo vale para a detecção de formato, que reconhece seis padrões e vai classificar como sem formato um título criativo que funciona bem.
A largura em pixel é uma aproximação boa, não uma promessa. O Google ajusta o layout do resultado sem avisar, reescreve títulos por conta própria quando acha que o seu não responde à busca, e mostra larguras diferentes em telas diferentes. Trate o número como ordem de grandeza e deixe folga em vez de encostar no limite.
E o principal: nota de título não é previsão de clique. Ela organiza o que dá para saber antes de publicar. O que decide de verdade é a comparação entre duas versões no ar, com tráfego real, medida até dar diferença.
Do título escolhido ao teste no ar
Escolher a melhor variação é metade do trabalho. A outra metade é provar:
- Monte o resultado completo, com title, descrição e URL, no simulador de SERP.
- Escreva as meta tags dessa página no gerador de meta tags.
- Transforme o título aprovado em endereço no gerador de slug.
- Antes de testar as duas versões, veja quanto tráfego a diferença exige na calculadora de tamanho de amostra.
- Escreva a hipótese do teste no formato certo com o gerador de hipótese.
Perguntas frequentes
- Qual é o tamanho ideal de um título?
- A faixa que esta ferramenta usa é de 40 a 65 caracteres, e ela vem de um limite físico, não de gosto. O título do resultado orgânico do Google ocupa uma largura fixa, e o que passa dela vira reticências. Abaixo de 40 caracteres você quase sempre está sendo genérico, porque não cabe o detalhe que separa a sua página das outras nove da mesma busca. Só que caractere é uma medida ruim para isso: a largura depende das letras, e por isso a ferramenta mostra também o valor em pixel. Um título de 60 caracteres cheio de M e W pode ser cortado enquanto um de 68 cheio de i e l passa inteiro. Quando os dois números discordarem, confie no pixel.
- A nota alta garante mais clique?
- Não garante, e qualquer ferramenta que prometa isso está vendendo previsão que ninguém tem. A nota mede o que é conhecido e verificável dentro do texto: tamanho, largura no resultado, formato reconhecível, mistura de palavras e presença da palavra-chave. O que ela não vê é o que está do lado do seu resultado na busca, quanto a marca do concorrente pesa, e o que a pessoa já sabe sobre o assunto. Por isso a última linha da lista de avisos é sempre a mesma: escolha as duas melhores variações e coloque as duas no ar. A nota serve para você chegar ao teste com dois títulos bons em vez de um bom e um ruim.
- O que é palavra de poder e o que é palavra de emoção?
- Palavra de poder é a que promete algo concreto e verificável: grátis, comprovado, passo a passo, em 30 dias, sem planilha. Ela reduz o risco percebido de clicar. Palavra de emoção é a que nomeia um estado: erro, medo, alívio, prejuízo, orgulho. Ela dá um motivo para se importar. As duas listas são de curadoria em português, com 142 e 86 entradas, e cada palavra entra em um grupo só: quando uma palavra caberia nos dois, ela fica em poder, para que a soma dos grupos bata com o total e nada seja contado duas vezes. Uma palavra de cada já cumpre a conferência, e o exagero cobra o preço depois, quando a pessoa clica e não encontra o que foi prometido.
- Por que o meu título ficou marcado como sem formato?
- Porque ele não casou com nenhum dos seis formatos que a ferramenta reconhece: pergunta, lista, como fazer, comparação, guia e novidade. Formato não é enfeite, é atalho: quem varre uma página de resultados reconhece o tipo de resposta que vai receber antes de ler a frase inteira, e decide com isso. Título sem formato pede que a pessoa leia tudo para entender o que ganha, e na busca ela não lê. Repare que a lista só é detectada quando o número está no começo, até a terceira palavra: um número no fim, como "em 30 dias", é uma promessa de prazo, não um índice de itens, e tratá-lo como lista seria mentir na classificação.
- A ferramenta serve para assunto de e-mail e anúncio?
- Serve em parte, e vale saber onde ela deixa de servir. As conferências de tamanho, de mistura de palavras, de formato e de caixa alta valem para qualquer texto curto que disputa atenção. As duas que não valem são a de largura no resultado do Google e a de palavra-chave, porque nem a caixa de entrada nem o gerenciador de anúncios cortam texto na mesma medida e nem premiam a correspondência com o termo buscado. Se o seu caso é assunto de e-mail, use a nota como referência e ignore essas duas linhas. Para o limite exato de cada rede social existe o contador de caracteres por rede, e para o corte no resultado de busca existe o simulador de SERP.
- Por que a palavra-chave precisa aparecer no começo?
- Por dois motivos que se somam. O primeiro é mecânico: quando o título é cortado no resultado, o corte vem do fim, então o que está no fim é o que some. O segundo é de leitura: a pessoa lê as primeiras palavras, salta para as últimas e decide, e o que está no meio quase não é lido. Quando o termo buscado aparece no título, ele volta em negrito no resultado, e esse negrito é a confirmação visual de que a página é sobre aquilo. A conferência usa a primeira metade do título como fronteira, que é uma régua generosa de propósito: forçar o termo na primeira palavra costuma produzir frase torta, e frase torta perde mais clique do que ganha.
- Por que caixa alta e ponto de exclamação descontam pontos?
- Porque na página de resultados eles sinalizam anúncio, e a leitura fica mais lenta. A caixa alta apaga o formato das letras, que é o que o olho usa para reconhecer a palavra sem soletrar, e mais de uma exclamação empurra o texto para o registro de promoção agressiva. A conferência é a mais leve da lista, com 4 pontos, exatamente porque o efeito é menor que o do formato ou do tamanho. Uma sigla escrita em maiúscula, como CRO ou SEO, não deveria ser lida como grito, e é por isso que a regra exige três letras ou mais em caixa alta para acusar, deixando siglas de duas letras fora.
- Os títulos que eu colo aqui vão para algum servidor?
- Não vão. Toda a análise acontece em JavaScript no seu navegador: as variações são lidas, classificadas, pontuadas e exportadas na sua máquina, sem nenhuma chamada de rede, e nada é salvo nem registrado. Isso importa mais do que parece neste caso, porque a lista de variações de título costuma revelar um calendário editorial inteiro que ainda não foi publicado, ou o posicionamento de uma campanha que ainda não foi ao ar. Dá para confirmar abrindo a aba de rede do navegador enquanto digita: nenhuma requisição sai. Nenhuma busca é feita no Google, e nenhum concorrente é consultado.
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