Gerador de UTM: monte o link e veja onde ele cai no GA4
Preencha o destino, a origem e a campanha: a ferramenta monta o link, normaliza os valores sem quebrar as macros da plataforma de anúncio, prevê em qual grupo de canal do GA4 aquele clique vai cair e guarda a sua taxonomia neste navegador para avisar quando você escrever a segunda versão do mesmo nome. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu computador.
Campos avançados do GA4
Seu link
- - parâmetros
- - caracteres na URL
- - valores normalizados
O que o link cumpre (e o que falta)
- URL de destino absoluta e válida
- Origem, meio e campanha preenchidos
- Valores sem maiúscula, acento ou espaço
- Sem dado pessoal no link
- Sem UTM antigo na URL de destino
- O GA4 reconhece o par origem e meio
- Link publicado fora do seu site
- Sem conflito com o auto-tagging do Google Ads
- URL dentro do tamanho seguro
- Origem, meio e campanha com valores diferentes
Avisos
Seus links salvos
Nada salvo ainda. Salve o primeiro link e a ferramenta passa a avisar quando você escrever uma segunda versão do mesmo nome.
Tudo roda no seu navegador: o link não é montado no servidor, nenhuma URL é visitada e o histórico fica só neste aparelho, em armazenamento local. O grupo de canal é uma previsão das regras públicas do GA4 com uma lista de sites reduzida, não uma consulta à sua conta.
Um construtor de UTM é código de meia hora: pega os campos, junta com um e comercial no meio e devolve a string. O que quase nenhum entrega é a parte que decide se o dado vai servir: em que categoria o GA4 vai jogar esse link e se o nome que você acabou de digitar é o mesmo que você usou no mês passado. É nesses dois pontos que esta página trabalha. Se o seu problema é anterior e você ainda está montando a medição do experimento, o caminho é o guia de GA4 e teste A/B; se é posterior e a dúvida é como creditar receita ao canal certo, está em atribuindo receita ao vencedor.
O gerador é a parte fácil. O caro é a taxonomia.
Nenhuma equipe perde dinheiro porque escreveu um e comercial no lugar errado. Perde porque, seis meses depois, o relatório de origem tem facebook, Facebook, fb e facebook.com dividindo as mesmas sessões em quatro linhas, e porque metade das campanhas foi marcada com um meio que o GA4 nem reconhece. O prejuízo aparece na hora de decidir orçamento, que é a hora em que ninguém tem paciência para refazer a leitura na mão.
Os dois defeitos têm a mesma causa: o UTM é escrito por muita gente, em muitos momentos, sem nada que compare o de hoje com o de ontem. É por isso que esta ferramenta guarda um histórico local. Ele não existe para você reaproveitar link, existe para servir de memória, e a divisão de trabalho é esta: a normalização mata caixa e acento antes de virarem variante, e o histórico pega o que sobrevive normalizado, que é o caso difícil. Salve black-friday-2026 hoje e escreva black_friday_2026 ou blackfriday2026 daqui a um mês: o aviso aparece antes de o link sair. Com a normalização desligada, a comparação também cobre caixa e acento. Consistência de taxonomia não se resolve com documento no Notion, se resolve no ponto onde o nome é escrito.
Como usar
- Cole a URL de destino completa, começando em https. Se ela já vier com UTM de outra campanha, os antigos são removidos: link com dois utm_source é lido pelo primeiro e o resto vira ruído.
- Escolha um preset de canal para preencher origem e meio na convenção usual, ou escreva os dois na mão. O preset é ponto de partida, não regra.
- Nomeie a campanha pela iniciativa, não pelo criativo. A peça específica vai no utm_content, e é essa separação que permite comparar dois anúncios dentro do mesmo esforço.
- Olhe o grupo de canal previsto. Se ele disser Não atribuído, o problema não é estético: aquele tráfego vai chegar sem categoria no relatório de aquisição.
- Resolva o que estiver marcado na lista de conferência, copie o link e salve no histórico. A partir do segundo link salvo, a ferramenta passa a comparar cada nome novo com os que você já usou.
Como funciona: os nove parâmetros
UTM não é padrão do Google: veio do Urchin, a ferramenta comprada em 2005 que virou o Analytics, e sobreviveu porque é só texto na URL. Qualquer sistema que leia a barra de endereço consegue interpretar. Hoje são nove campos, três obrigatórios e seis opcionais:
Os três últimos são adições do GA4 e quase ninguém preenche, o que é razoável: só valem a pena quando você já tem volume suficiente para segmentar por formato ou por tática. Estão aqui no bloco avançado por completude, não porque toda campanha precise deles.
A normalização merece um parágrafo próprio porque tem uma exceção que a maioria dos construtores erra. Ao ligar a opção, cada valor perde acento, vira minúsculo e troca espaço pelo separador escolhido. O que não pode ser tocado é a macro da plataforma: o {keyword} do Google e o {{campaign.name}} do Meta são substituídos na hora do clique, e alterar aquelas chaves quebra a substituição inteira. Por isso as macros são protegidas antes da normalização e devolvidas intactas depois. Escreva Ads {keyword} BR e sai ads-{keyword}-br: o texto normalizado, a chave preservada.
A regra que decide o seu relatório de aquisição
Aqui está o que separa esta página de um concatenador de strings. O GA4 não guarda o seu utm_medium como categoria. Ele passa o par origem e meio por uma sequência de regras e grava o primeiro grupo que casar. A ordem importa, porque a primeira regra que bate encerra a busca:
Duas coisas caem dessa ordem, e as duas explicam relatórios que parecem defeituosos. A primeira: a lista de sites decide antes do meio. Marque um disparo de newsletter com utm_source igual a google e utm_medium igual a email e o resultado não é E-mail, é Busca orgânica, porque a regra de busca aparece antes e o google está na lista de sites de busca. A segunda: meio que não bate com nada vira Não atribuído. Valores que parecem perfeitamente descritivos para quem escreveu, como offline, panfleto, qr ou parceria, não constam de regra nenhuma e mandam o tráfego para o balde sem nome.
É por isso que o preset de QR code impresso desta ferramenta cai em Não atribuído de propósito. Não é bug: é o comportamento real, mostrado antes de você mandar cinco mil folhetos para a gráfica. Se o QR precisa aparecer como canal identificável, a saída é escolher um meio que o GA4 reconheça e reservar o utm_source para o material.
Um aviso de honestidade: a lista de sites do Google tem centenas de entradas e muda sem anúncio. A previsão aqui usa uma lista reduzida com os veículos que aparecem na prática. Ela acerta o caso comum e pode divergir num veículo regional pouco conhecido. Trate como previsão, não como consulta à sua conta.
Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)
Os valores que já vêm preenchidos descrevem um anúncio de Meta para uma página de preços, com uma sujeira plantada de propósito: a origem foi digitada como Facebook, com F maiúsculo, e a campanha como Black Friday 2026, com espaços. É assim que chega de um brief real.
- Com a normalização ligada e o hífen como separador, a origem vira
facebooke a campanha virablack-friday-2026. O contador de valores normalizados mostra 2. - O link fica em 131 caracteres, com quatro parâmetros:
?utm_source=facebook&utm_medium=paid-social&utm_campaign=black-friday-2026&utm_content=carrossel-preco. - Grupo de canal previsto: Social pago, porque facebook está na lista de sites de redes sociais e paid-social casa com o padrão de meio pago. Troque o meio para social, sem o paid, e o mesmo link passa a ser Social orgânico.
- A lista de conferência fecha 10 de 10, e mesmo assim sobra um aviso: meio pago sem utm_id. É o campo que amarra o clique ao custo importado, e sem ele a campanha aparece no relatório sem investimento do lado.
Escreva qualquer coisa no campo utm_id e o aviso some. Agora desmarque a caixa de link externo e observe: a conferência cai para 9 de 10 e entra o alerta de link interno, que é o erro que estraga o dado sem avisar em lugar nenhum.
Como interpretar e onde a ferramenta engana
A lista de conferência mede o link, não a campanha. Dez de dez num anúncio ruim continua sendo um anúncio ruim com uma URL bem escrita. O que ela garante é que, quando o resultado chegar, você vai conseguir ler de que canal ele veio.
O segundo limite é o auto-tagging. Se o seu tráfego pago vem de Google Ads com auto-tagging ligado, o gclid já carrega campanha, grupo, palavra-chave e custo, e ele ganha do UTM manual dentro do GA4. Marcar à mão em cima disso não acrescenta informação e ainda cria duas contagens ligeiramente diferentes da mesma campanha. Marcação manual existe para o que não tem auto-tagging.
O terceiro é que ninguém garante que o parâmetro chega inteiro. Encurtador, redirecionamento mal configurado, app que abre o link em navegador embutido e plataforma que reescreve URL: todos podem cortar a query. Depois de publicar, vale abrir o link uma vez e conferir se os parâmetros continuam lá na barra de endereço.
O quarto é o histórico. Ele vive no armazenamento local deste navegador. Trocou de máquina, limpou os dados do site ou abriu numa janela anônima e ele não existe. Para virar taxonomia de equipe, use o botão de planilha e guarde o arquivo onde o time inteiro enxerga.
Do link à decisão
Marcar bem serve para uma coisa: conseguir comparar canais sem discutir de onde veio a visita. Depois que a marcação está limpa, o gargalo passa a ser o que você faz com a diferença que aparece entre eles. O caminho curto:
- Confira se o evento que você chama de conversão está disparando do jeito certo, com o método de como rastrear eventos de teste A/B no GA4.
- Antes de declarar que um canal converte melhor que outro, veja quanto tráfego é preciso para essa diferença não ser sorte, com a calculadora de tamanho de amostra.
- Se a diferença é de conversão na página, e não de canal, o próximo passo é a calculadora de taxa de conversão e uma hipótese escrita direito no gerador de hipótese.
Perguntas frequentes
- Quais parâmetros de UTM são obrigatórios?
- Três: utm_source, utm_medium e utm_campaign. Os outros seis são opcionais e existem para detalhar. A razão de os três serem obrigatórios não é burocracia: o GA4 monta o grupo de canal a partir do par source e medium, e usa o campaign para agrupar o esforço. Faltando qualquer um dos três, a visita ou cai em Não atribuído ou é lida como tráfego direto, que é o balde onde vai parar tudo que não se identificou.
- UTM diferencia maiúscula de minúscula?
- Diferencia, e é o erro mais caro do campo inteiro. Facebook, facebook e FaceBook viram três origens distintas no relatório, cada uma com um pedaço das suas sessões e das suas conversões. Não existe correção retroativa fácil: o dado gravado é o que foi enviado, e juntar depois exige mexer no relatório, não na origem. Por isso a normalização vem ligada nesta ferramenta e por isso o histórico avisa quando você escreve a segunda versão de um nome que já usou.
- Devo usar UTM nos links do Google Ads?
- Em geral não, porque o auto-tagging já resolve. Com ele ligado, o Google anexa o parâmetro gclid a cada clique e o GA4 lê dali a campanha, o grupo de anúncios, a palavra-chave e o custo, que é mais informação do que qualquer UTM manual carrega. Marcar à mão em cima disso não soma nada e pode gerar duas contagens diferentes para a mesma campanha. Marcação manual é para o que não tem auto-tagging: newsletter, parceiro, post orgânico, QR code, assinatura de e-mail.
- Posso colocar UTM em link interno do meu site?
- Não. É o segundo erro mais comum e o mais destrutivo, porque estraga o dado sem dar nenhum sinal de erro. Ao clicar num link interno marcado, o visitante começa uma sessão nova e a origem dele é reescrita: a pessoa que veio do seu anúncio pago passa a contar como se tivesse vindo do banner da sua própria home. A conversão vai para o canal errado e o canal que pagou por ela fica sem crédito. Para medir clique em elemento interno o instrumento certo é evento, não UTM.
- Qual a diferença entre utm_content e utm_term?
- O utm_term guarda a palavra-chave paga e só faz sentido em busca. O utm_content guarda o criativo ou a posição, e serve para separar duas peças que apontam para a mesma página dentro da mesma campanha: o carrossel e o vídeo, o botão do topo e o link do rodapé do e-mail. Uma regra prática: se você quer comparar duas versões da mesma coisa, isso é utm_content. Se você quer saber qual termo alguém buscou, isso é utm_term.
- Para que serve o utm_id?
- É o identificador da campanha na plataforma que gastou o dinheiro, e é ele que amarra o clique ao custo importado no GA4. Sem utm_id, a importação de dados de custo não encontra a linha correspondente e a campanha aparece no relatório com sessão e conversão, mas sem investimento do lado. Toda vez que a ferramenta detecta um meio pago sem esse campo preenchido, ela avisa, porque é exatamente aí que o cálculo de retorno deixa de fechar.
- Por que meu utm_medium virou Não atribuído no GA4?
- Porque o GA4 não guarda o seu utm_medium como categoria: ele roda o par source e medium por uma lista de regras e grava o grupo que sobreviver. Se o seu meio não bate com nenhuma regra, o resultado é Não atribuído. É o que acontece com valores criativos que parecem óbvios para quem escreveu, como offline, qr, panfleto, whatsapp-status ou parceria. A ferramenta mostra o grupo previsto antes de você publicar, que é a hora em que ainda dá para trocar.
- Posso colocar o e-mail do cliente no UTM?
- Não, e essa é a única regra desta página que não é questão de estilo. Dado pessoal em parâmetro de URL é proibido pelos termos do Google Analytics e configura tratamento de dado sem base legal sob a LGPD, além de vazar em log de servidor, em referer e em qualquer ferramenta que leia a URL. Se você precisa ligar a visita a uma pessoa, o caminho é identificador próprio e sem significado externo, do lado de dentro, não uma string legível na barra do navegador.
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Com o link marcado e o canal previsto, o passo seguinte é transformar a diferença entre canais em decisão. Comece por GA4 e teste A/B para fechar a medição, veja o que muda no trabalho de conversão em CRO na era da IA e, quando for comparar duas páginas de destino do mesmo anúncio, comece por o que é teste A/B.