Calculadora de orçamento de tráfego pago: da meta de vendas até a verba do mês
Informe a meta do período, o ticket médio, a conversão e o CPC esperado: a ferramenta devolve a verba que a meta exige, o orçamento diário, os cliques e as impressões necessárias, e diz se o custo por venda que o plano implica cabe na margem do seu produto. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu computador.
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O plano inteiro, degrau por degrau
- Vendas da meta (todos os canais)
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- Vendas que a mídia paga precisa entregar
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- Receita vinda da mídia paga
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- Cliques necessários
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- Impressões necessárias
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- CPM implícito
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- CPA de equilíbrio (a margem da venda)
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- Folga do CPA sobre o equilíbrio
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- CPC máximo que ainda empata
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- Conversão mínima para empatar no CPC atual
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- ROAS projetado
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- ROAS de equilíbrio
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- Lucro projetado depois da mídia
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- Margem depois da mídia
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- Verba disponível menos verba necessária
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- Vendas que a verba disponível banca
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- Receita que a verba disponível banca
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Nada sai do seu navegador. O número que decide não é a verba: é o CPA implícito comparado à margem da venda. Plano que não fecha por margem não melhora com mais dinheiro.
Para quem é esta página: quem precisa dizer, antes de gastar, quanto de verba a meta do trimestre ou do mês exige. É a única calculadora de mídia desta casa que olha para frente. Se a campanha já rodou e você quer saber o retorno que ela deu, a página certa é a calculadora de ROAS. Se o seu negócio vende por meio de leads e vendedor, com qualificação no meio do caminho, a conta certa é a da calculadora de CPA e CPL. Se a dúvida é sobre as métricas do leilão em si, ela mora na calculadora de CPC, CPM e CTR. Aqui o assunto é o planejamento: existe uma meta, e ela precisa virar dinheiro, cliques e impressões antes de alguém aprovar o orçamento.
Orçamento não é percentual de faturamento, é consequência da meta
A pergunta chega quase sempre no mesmo formato: quanto eu devo investir por mês. E a resposta que circula por aí, um percentual do faturamento, é a que menos ajuda, porque ela ignora as duas coisas que realmente governam a conta: quanto custa comprar uma visita e quantas visitas viram venda. Dois negócios com o mesmo faturamento e o mesmo percentual de verba terminam em lugares opostos se um converte a 3% com CPC de R$ 1,20 e o outro converte a 0,8% com CPC de R$ 4,00.
O orçamento correto é uma consequência aritmética. A meta define quantas vendas precisam acontecer, a fatia de mídia define quantas delas são responsabilidade da campanha, a conversão define quantos cliques isso exige e o CPC define o preço desses cliques. Não há espaço para opinião no caminho: há espaço para erro nas taxas que você informa, e é por isso que a ferramenta expõe cada degrau em vez de devolver só o total.
Mas a verba sozinha ainda não decide nada. Um plano pode ser perfeitamente calculado e mesmo assim ser um plano de perder dinheiro. Por isso a calculadora faz, junto, o teste que quase nenhuma planilha de mídia faz: compara o custo por venda que o plano implica com a margem que a venda deixa. Se o primeiro passou do segundo, aprovar a verba é aprovar o prejuízo, e o tamanho do orçamento só define a velocidade.
Como usar
- Escolha se a meta do período está em receita ou em número de vendas e preencha o ticket médio. É o ticket que traduz uma coisa na outra.
- Ajuste a fatia da meta que vem da mídia paga. Colocar 100% aqui é o erro mais comum do planejamento: orgânico, direto, e-mail e recorrência costumam responder por boa parte das vendas e não custam CPC.
- Informe a taxa de conversão do clique em venda e o CPC médio que você espera. Esses dois campos, sozinhos, já definem o custo por venda do plano.
- Preencha o CTR esperado para ver o volume de impressões e o CPM implícito, e os dias do período para o orçamento diário. Use os dias em que a campanha vai de fato rodar, não os dias do calendário.
- Informe a margem de contribuição da venda: é ela que define o teto. E, se já existe uma verba disponível, informe também para ver a diferença entre o que a meta pede e o que o caixa autoriza.
Como funciona: as fórmulas
O plano é o funil de mídia lido de trás para frente, e o teste de sanidade vem pelo outro lado, da margem:
A linha que carrega a página é a do CPA implícito. Repare que ela pode ser escrita de dois jeitos, e o segundo não depende do tamanho da meta: CPC dividido pela taxa de conversão. Isso significa que a viabilidade do plano está decidida antes de você escolher a meta. Dobrar o objetivo dobra a verba, dobra os cliques e não muda em nada o custo de cada venda. Quem quer mexer nesse custo tem quatro alavancas, e só quatro: o CPC, a conversão, o ticket e a margem. O CPC máximo e a conversão mínima que a ferramenta mostra são essas alavancas escritas na forma de meta, prontas para virar briefing.
Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)
Os valores já preenchidos descrevem o trimestre de um e-commerce pequeno em um mês: meta de R$ 300.000 em receita, ticket de R$ 250, 60% da meta vindo de mídia paga, conversão de 2%, CPC de R$ 2,50, CTR de 1,5%, margem de contribuição de 55%, 30 dias de campanha e R$ 70.000 já disponíveis em caixa.
- Vendas: 300.000 dividido por 250 dá 1.200 vendas na meta, das quais 60%, ou 720, cabem à mídia paga. Elas valem R$ 180.000 de receita.
- Cliques: 720 dividido por 0,02 dá 36.000 cliques. Com CTR de 1,5%, são 2.400.000 impressões, o que implica um CPM de R$ 37,50.
- Verba: 36.000 vezes 2,50 dá R$ 90.000 no período, ou R$ 3.000,00 por dia em 30 dias.
- CPA implícito: 90.000 dividido por 720 dá R$ 125,00, o mesmo que R$ 2,50 dividido por 0,02. O CPA de equilíbrio é 250 vezes 0,55, ou R$ 137,50, então o plano tem 9,1% de folga. O CPC máximo que ainda empata é R$ 2,75 e a conversão mínima no CPC atual é 1,82%.
- Retorno: o ROAS projetado é 180.000 dividido por 90.000, ou 2,00x, contra um ROAS de equilíbrio de 1,82x. Sobram R$ 9.000 depois de pagar a mídia, o que dá 5,0% de margem sobre a receita vinda dela.
- Caixa: com R$ 70.000 disponíveis, faltam R$ 20.000. Esse dinheiro compra 560 vendas e R$ 140.000 de receita, e não as 720 vendas da meta. Daí o veredito da ferramenta: a meta é sustentável, a verba é que não chega lá.
Agora experimente algo que parece inofensivo: suba o CPC de R$ 2,50 para R$ 2,80, um reajuste comum de leilão em temporada. A verba pula para R$ 100.800 e o CPA implícito vai para R$ 140,00, acima dos R$ 137,50 de equilíbrio. O plano inteiro muda de sinal por causa de trinta centavos, e a folga de 9,1% que parecia confortável se revela o que ela era: pequena. É por isso que planejar com o CPC do melhor mês do ano é a forma mais cara de otimismo.
Como interpretar e onde o número engana
O primeiro limite é a média. O plano assume um CPC e uma conversão únicos, mas a campanha real é feita de palavras, públicos e criativos com números muito diferentes entre si. A verba total continua correta, só que a decisão de onde colocá-la exige o corte por linha, e o teto de CPA vale para cada uma delas, não só para o agregado.
O segundo é a atribuição. A receita que a plataforma reivindica raramente é a mesma que o seu financeiro reconhece, e planejar com a primeira infla o retorno esperado. Vale rodar a conta com o número que o seu sistema de vendas confirma, ainda que ele seja mais feio, e usar o gerador de UTM para que cada canal chegue marcado de forma consistente.
O terceiro é o tempo. Campanha nova gasta as primeiras semanas comprando aprendizado, com CPC e conversão piores que o regime. Se o período do plano é curto, essa fase pesa muito no total. Em ciclo de compra longo, existe ainda o descasamento entre o mês em que a mídia é cobrada e o mês em que a venda entra.
O quarto é a saturação. Cliques e verba crescem juntos na fórmula, de forma linear, mas o mercado não é linear: existe um ponto em que comprar o dobro de cliques exige pagar mais caro por eles. Metas que exigem multiplicar o volume atual por três ou quatro devem ser tratadas como cenário, e não como orçamento, até que um teste em escala menor mostre onde o CPC começa a subir.
Do orçamento à decisão
Quando a folga é pequena, mexer no divisor rende mais que mexer no lance:
- Ganhar conversão é o caminho mais barato, porque não passa pelo leilão. Meça a base atual com a calculadora de taxa de conversão e veja o que vale cada visita na calculadora de receita por visitante.
- Se as vendas somem entre o clique e o pedido, ache o degrau que vaza com a calculadora de funil de conversão.
- Antes de comemorar que a nova página melhorou a conversão do plano, confira se a diferença não é sorte com a calculadora de tamanho de amostra.
- Para saber se o retorno realizado bate com o projetado quando a campanha terminar, volte pela calculadora de ROAS.
Perguntas frequentes
- Como calcular o orçamento de tráfego pago?
- Leia o funil de trás para frente. Divida a meta de receita pelo ticket médio para achar quantas vendas você precisa, separe a fatia que cabe à mídia paga, divida essas vendas pela taxa de conversão para achar os cliques e multiplique os cliques pelo CPC médio. O resultado é a verba do período. Com meta de R$ 300.000, ticket de R$ 250, 60% vindo de mídia, conversão de 2% e CPC de R$ 2,50, são 720 vendas, 36.000 cliques e R$ 90.000 de verba.
- Quanto devo investir em anúncios por mês?
- O valor certo é o que a sua meta exige, desde que o custo por venda que ele implica caiba na margem do produto. Não existe percentual universal do faturamento: 10% de receita é muito para quem tem margem de 20% e pouco para quem tem margem de 70%. A conta que decide é outra: CPC dividido pela taxa de conversão dá o custo por venda, e ele precisa ficar abaixo da margem de contribuição de cada venda. Cabendo, a pergunta deixa de ser quanto investir e passa a ser quanto de verba você consegue colocar antes que o CPC suba.
- O que é CPA implícito e por que ele importa mais que a verba?
- É o custo por venda que o seu plano assume antes de qualquer real ser gasto: o CPC dividido pela taxa de conversão. Ele importa mais que o total porque a verba é escala e o CPA é viabilidade. Um plano com CPA implícito acima da margem da venda perde dinheiro em qualquer tamanho, e aumentar o orçamento só acelera a perda. Um plano com CPA implícito confortável embaixo da margem escala até o leilão encarecer.
- Como transformar a meta de receita em orçamento diário?
- Divida a verba do período pelos dias em que a campanha vai rodar, não pelos dias do mês. Se a campanha começa no dia 10, o orçamento diário se espreme nos 20 dias restantes, e é isso que a plataforma vai gastar. Vale ainda conferir se esse diário é grande o bastante para o leilão: orçamento diário muito abaixo do CPC vezes algumas dezenas de cliques entrega volume irregular e demora a sair da fase de aprendizado.
- A calculadora serve para Google Ads e Meta Ads?
- Serve para qualquer mídia comprada por clique ou por impressão, porque o modelo usa CPC, CTR e conversão, que existem nas duas plataformas. A diferença prática está na taxa de conversão que você informa: busca com intenção alta converte várias vezes mais que descoberta em feed, então planejar as duas com o mesmo número produz uma verba errada. O caminho honesto é rodar a conta uma vez por canal, com o CPC e a conversão daquele canal, e somar as verbas no fim.
- Que taxa de conversão eu devo usar se ainda não tenho histórico?
- Use a sua, mesmo que imperfeita, antes de usar a de qualquer benchmark. Se não existe histórico nenhum, comece por uma faixa conservadora do seu setor e trate o resultado como cenário, não como plano. Rode a calculadora duas vezes, uma com a conversão pessimista e outra com a otimista, e observe a distância entre as duas verbas. Essa distância é a incerteza real do seu plano, e ela costuma ser maior do que a discussão sobre o CPC.
- Por que a verba real quase sempre supera a planejada?
- Porque toda taxa do modelo entra como divisor, e divisor otimista encolhe o resultado. Conversão dois décimos abaixo do previsto, CPC alguns centavos acima e a fatia de mídia maior que a combinada se acumulam no mesmo sentido. Some a isso o gasto de aprendizado das primeiras semanas, que compra dados e não vendas. Por isso vale planejar com números conservadores e revisar a conta com os dados reais depois de duas ou três semanas, em vez de defender a planilha original.
- Vale a pena aumentar a verba quando o CPA implícito está no limite?
- Quase nunca. Perto do limite, cada real a mais compra tráfego pior: o público mais qualificado já foi alcançado e a plataforma passa a expandir para quem converte menos, o que empurra o CPA para cima justo onde não há folga. Nesse ponto o dinheiro rende mais melhorando a conversão da página, o ticket ou a margem do que subindo o lance. Ganhar meio ponto de conversão derruba o custo por venda sem disputar o leilão com ninguém.
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Com a verba definida, o trabalho seguinte é fazer o mesmo dinheiro comprar mais vendas. Comece pelos números de referência em boa taxa de conversão e benchmarks, siga para o guia completo de otimização de conversão e feche a medição com o guia de GA4 e teste A/B.