Calculadora de ROAS: o retorno e o ponto de equilíbrio da sua mídia
Informe quanto você investiu, quanto vendeu e qual é a sua margem: a ferramenta calcula o ROAS da campanha, o ROAS mínimo que a sua margem exige para empatar e quanto sobra depois de pagar o produto e a mídia. Com ACOS, POAS, CPA máximo e o efeito da recompra. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu computador.
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Os outros números do mesmo cenário
- ACOS (investimento sobre receita)
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- POAS (retorno sobre a margem, não sobre a receita)
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- Folga sobre o equilíbrio
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- ROAS necessário para a margem desejada
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- ROAS de equilíbrio contando a recompra
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- Margem de contribuição
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- Margem de contribuição em dinheiro
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- Ticket médio
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- CPA realizado
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- CPA máximo para empatar
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- Lucro por pedido
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Nada sai do seu navegador. O ROAS de equilíbrio é 1 dividido pela margem de contribuição: é ele que decide se o ROAS que você tem é bom ou ruim.
Toda calculadora de ROAS da internet faz a mesma divisão: receita dividida por investimento. É uma conta que cabe na calculadora do celular e não decide nada, porque o resultado dela não tem escala própria. Um ROAS de 4x é excelente numa operação de infoproduto e é prejuízo numa revenda de eletrônicos. O que falta na tela dessas ferramentas é o segundo número: o ROAS de equilíbrio, que sai da sua margem e diz a partir de quanto o retorno começa a ser lucro. Esta página calcula os dois lado a lado, e é isso que ela faz de diferente.
O ROAS sozinho não responde à pergunta que você fez
Quem digita calculadora de ROAS quase nunca quer saber a divisão. Quer saber se pode aumentar o orçamento. São perguntas diferentes, e a segunda depende de três coisas que a divisão não conhece: quanto custa o produto vendido, quanto some em frete, taxa de pagamento e embalagem, e quanto do resultado sobra depois de tudo isso.
É por isso que o campo mais importante desta ferramenta não é a receita, é a margem de contribuição. Ela é o que resta de cada real vendido depois dos custos que só existem porque a venda aconteceu. Custo fixo fica de fora de propósito: aluguel e salário não mudam com o próximo pedido, então não entram na decisão de comprar o próximo clique. Com a margem na mão, o ponto de equilíbrio é uma divisão só, e ele muda tudo: a mesma campanha de 4x é um sucesso com margem de 47% e um vazamento de caixa com margem de 20%.
Como usar
- Preencha investimento e receita do mesmo período e da mesma fonte. Misturar o investimento do mês com a receita da semana é o erro mais comum, e ele infla ou afunda o resultado sem aviso.
- Informe a margem bruta do que foi vendido. Se você não sabe de cabeça, use a média do catálogo e trate o resultado como faixa, não como verdade.
- Some em outros custos variáveis tudo que sai por pedido e não é o produto: frete que você banca, taxa do gateway, embalagem, comissão de marketplace, imposto sobre a venda.
- Informe os pedidos para a ferramenta calcular ticket médio, CPA realizado e, principalmente, o CPA máximo que a sua margem aguenta. Esse teto é o número que você leva para a plataforma de anúncio.
- Compare o ROAS com o ROAS de equilíbrio. A folga entre os dois é a sua margem de manobra para escalar. Folga curta significa que qualquer piora no leilão empurra a campanha para o vermelho.
Como funciona: as fórmulas
Nenhuma delas é complicada, e é justamente por isso que vale entender o encadeamento em vez de decorar o resultado:
A fórmula do equilíbrio sai de uma igualdade simples: empatar é fazer a contribuição igualar o investimento. Como a contribuição é a receita vezes a margem, basta isolar a razão entre receita e investimento e o ROAS mínimo aparece como o inverso da margem. A versão com meta de lucro segue o mesmo caminho, subtraindo da margem a fatia que você quer preservar, o que também explica por que a meta desejada precisa ser menor que a margem de contribuição: ninguém guarda 20% de lucro sobre a receita quando a venda só deixa 15%.
A recompra entra multiplicando a contribuição pelo total que o mesmo cliente traz no horizonte considerado. Se cada cliente novo volta e gasta mais 25% da primeira compra, a contribuição total do cliente é 1,25 vez a da primeira venda, e o equilíbrio cai na mesma proporção. É a conta que separa quem compra tráfego olhando o mês de quem compra olhando o ano.
Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)
Os valores já preenchidos descrevem um mês de tráfego pago de um e-commerce comum: R$ 10.000 investidos, R$ 42.000 de receita atribuída, 210 pedidos, margem bruta de 55% e mais 8% de receita consumidos por frete, taxa e embalagem.
- ROAS: 42.000 dividido por 10.000 dá 4,20x. O ACOS correspondente é 23,8%.
- Margem de contribuição: 55% menos 8% dá 47%. Em dinheiro, 47% de 42.000 são R$ 19.740.
- Lucro depois da mídia: 19.740 menos 10.000 dá R$ 9.740. O POAS é 19.740 dividido por 10.000, ou 1,97x.
- ROAS de equilíbrio: 1 dividido por 0,47 dá 2,13x. O ROAS atual está 97,4% acima desse piso, que é uma folga confortável para escalar.
- Para preservar 10% de lucro sobre a receita, o ROAS precisa ser 1 dividido por 0,37, ou seja 2,70x. Contando a recompra de 25%, o equilíbrio cai para 1,70x.
- Ticket médio de R$ 200,00, CPA realizado de R$ 47,62 e teto de CPA de R$ 94,00. Sobram R$ 46,38 de lucro por pedido.
Agora troque a margem bruta de 55% para 25% e veja a página inteira mudar de sinal: a margem de contribuição cai para 17%, o equilíbrio sobe para 5,88x e o mesmo ROAS de 4,20x, que parecia ótimo, vira um prejuízo de R$ 2.860 no mês. Nada mudou na campanha. Mudou o que você vende.
Como interpretar e onde o número engana
O primeiro limite é a atribuição. O ROAS mede receita atribuída, e atribuição não é causalidade. Uma parte de quem clicou compraria de qualquer forma, e essa parte é maior justamente onde o ROAS costuma ser mais alto: campanha de marca e remarketing para quem já tinha o produto no carrinho. Quando você mede o efeito real com um experimento, esses são os canais que mais encolhem.
O segundo é a soma dos relatórios. Cada plataforma se atribui a mesma venda dentro da sua janela, e algumas contam conversão sem clique. Somar o ROAS do Meta com o do Google produz uma receita que a loja nunca faturou. Para a decisão de orçamento, o número honesto é o agregado: tudo que você investiu contra tudo que a loja faturou no período.
O terceiro é o descompasso entre o clique e a venda. Em ciclo de compra longo, a receita de hoje pertence ao investimento de semanas atrás, e o ROAS do mês fica sempre atrasado em relação ao esforço. Quanto mais longo o ciclo, mais o número diário vira ruído e mais faz sentido olhar por coorte.
O quarto é o que a média esconde. Um ROAS agregado saudável convive com metade das campanhas abaixo do equilíbrio, sustentadas pela outra metade. O corte por campanha, por criativo e por público é onde o dinheiro parado aparece, e nenhuma calculadora faz isso por você: ela mostra o piso, e o piso vale para cada linha, não só para o total.
Do ROAS à decisão
Saber que a campanha está acima do equilíbrio é o começo. O que muda o resultado é o que você faz com a folga:
- Se a folga é boa, escalar orçamento é a saída óbvia, mas o retorno cai conforme o alcance cresce. Antes de subir, saiba quanto vale cada ponto de conversão a mais com a calculadora de impacto na conversão.
- Se a folga é curta, mexer na página costuma ser mais barato que mexer no leilão: melhorar a conversão da landing page baixa o CPA sem aumentar o lance. Comece pela calculadora de taxa de conversão e pelo avaliador de landing page.
- Antes de comparar duas campanhas ou duas páginas, confira se a diferença não é sorte, com a calculadora de tamanho de amostra.
- E para que o ROAS por canal seja confiável, o link precisa chegar marcado direito no GA4: use o gerador de UTM.
Perguntas frequentes
- O que é um ROAS bom?
- Não existe número universal, e quem publica uma tabela de ROAS bom por setor está vendendo simplificação. O ROAS só vira bom ou ruim quando comparado ao ROAS de equilíbrio do seu negócio, que sai da sua margem. Com margem de contribuição de 47%, empatar exige 2,13x, e 4x é excelente. Com margem de 20%, empatar exige 5x, e o mesmo 4x é prejuízo. É por isso que esta calculadora mostra os dois números juntos: sozinho, o ROAS não responde à pergunta que você fez.
- Qual a diferença entre ROAS e ROI?
- O ROAS divide a receita pelo investimento em anúncios e ignora todo o resto: o custo do produto, o frete, a taxa do meio de pagamento, o salário de quem opera. O ROI compara o lucro com o investimento total, inclusive o que não é mídia. Por isso um ROAS de 3x pode conviver com ROI negativo. O ROAS serve para comparar campanhas entre si dentro do mesmo negócio; para decidir se o negócio ganha dinheiro, o número certo é o lucro depois da mídia, que esta ferramenta também mostra.
- Como calcular o ROAS de equilíbrio?
- É 1 dividido pela sua margem de contribuição. A margem de contribuição é o que sobra da receita depois do custo do produto e dos outros custos variáveis da venda, como frete, embalagem e taxa de pagamento. Com 47% de margem de contribuição, o ROAS de equilíbrio é 1 dividido por 0,47, ou seja 2,13x: abaixo disso a campanha vende com prejuízo. Repare que o cálculo não usa custo fixo nenhum, porque aluguel e salário não mudam com o próximo pedido.
- ROAS e ACOS são a mesma coisa?
- São a mesma informação de cabeça para baixo. O ROAS divide receita por investimento e o ACOS divide investimento por receita, então um é o inverso do outro: ROAS de 4x é ACOS de 25%. O ACOS é a convenção do mundo Amazon e é mais confortável para comparar com a margem, porque os dois estão em porcentagem. Um ACOS de 25% com margem de contribuição de 47% deixa 22 pontos de folga. A ferramenta mostra os dois para você não precisar converter na mão.
- O que é POAS e por que ele é melhor que o ROAS?
- POAS é retorno sobre a margem, não sobre a receita: divide a margem de contribuição gerada pelo investimento em anúncios. A vantagem é que o ponto de equilíbrio some da conta, porque ele passa a ser sempre 1x. Acima de 1, sobrou dinheiro; abaixo, faltou. Ele também é imune ao truque de vender muito produto de margem baixa para inflar o ROAS. A desvantagem é prática: exige que você conheça a margem de cada pedido, e é aí que a maior parte das operações trava.
- Por que o ROAS da plataforma é maior que o da minha loja?
- Porque as plataformas contam com regras próprias e favoráveis. Cada uma se atribui a conversão dentro da sua janela, o que faz a mesma venda aparecer no Meta e no Google ao mesmo tempo, e algumas contam conversão por visualização, sem clique. Somar os números das plataformas quase sempre dá mais receita do que a loja faturou. A leitura honesta é comparar o total investido com o total faturado no período, que é o chamado ROAS agregado, e usar o número da plataforma só para comparar campanhas dentro dela.
- Devo contar a recompra no cálculo do ROAS?
- Contar ajuda, desde que você separe as duas contas. O ROAS da primeira compra é o que você mede hoje e é o que paga o cartão da mídia no fim do mês. A recompra baixa o ponto de equilíbrio, porque o mesmo cliente traz margem de novo sem custo de aquisição, e é isso que permite a alguns operadores comprarem tráfego no prejuízo aparente. O campo de recompra desta ferramenta mostra esse segundo equilíbrio ao lado do primeiro. Use com números do seu histórico, não com projeção otimista: o fluxo de caixa cobra a mídia em 30 dias e a recompra chega em 12 meses.
- O ROAS mede o efeito real dos meus anúncios?
- Não. O ROAS mede a receita atribuída, e atribuição não é causalidade. Parte de quem clicou no anúncio compraria de qualquer jeito, principalmente em campanha de marca e em remarketing para quem já estava no carrinho. Essa parcela infla o retorno de campanhas que apenas colhem a demanda existente. Medir efeito de verdade exige experimento, com um grupo que vê o anúncio e um que não vê, ou pelo menos um teste de desligar a campanha e observar a receita total.
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Com o piso de ROAS definido, o passo seguinte é atacar a conversão, que é a alavanca que move o retorno sem depender do leilão. Comece por o que é teste A/B, feche a medição com o guia de GA4 e teste A/B e veja como creditar o ganho ao canal certo em atribuindo receita ao vencedor.