Ferramenta

Calculadora de churn: a taxa do mês e a receita que ela leva embora

Informe a base do mês, quem entrou, quem cancelou e o que aconteceu com a receita recorrente: a ferramenta calcula o churn de clientes, o churn bruto e líquido de receita, a NRR e quanto de receita você perde nos próximos 12 meses se nada mudar. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu computador.

Calculadora de churn e receita perdida

Clientes no mês

Receita recorrente no mês

-Churn de clientes (mês)
-Retenção líquida de receita (NRR)
-Receita perdida em 12 meses

-

As quatro taxas do mesmo mês

  • Churn de clientes-
  • Churn bruto de receita-
  • Churn líquido de receita-
  • Expansão de receita-

Os outros números do mesmo cenário

Receita média por cliente por mês
-
Clientes ao fim do mês
-
Crescimento líquido da base
-
Retenção mensal de clientes
-
Retenção bruta de receita (GRR)
-
Churn anual composto
-
Churn anual pela conta errada (mensal × 12)
-
Tempo de vida médio do cliente
-
Meia-vida da base (sobra metade)
-
Tempo de vida da receita
-
Base ainda ativa no mês 12
-
MRR em 12 meses sem vender nada
-
MRR que some em 12 meses
-
Clientes novos por mês só para empatar
-
Custo anual de aquisição só para repor
-
Teto da base no ritmo atual
-
MRR nesse teto
-
Teto com 1 ponto a menos de churn
-
MRR a mais nesse teto
-

Nada sai do seu navegador. Churn de clientes e churn de receita são números diferentes: o segundo é o que aparece no caixa.

Esta página mede o tamanho do vazamento: quantos clientes e quanto dinheiro escorrem por mês, e o que isso custa no ano. Ela é a irmã da calculadora de LTV, que usa o churn como insumo para responder outra pergunta, a de quanto vale um cliente. Se você quer saber quanto pode pagar por um cliente novo, vá para o LTV. Se quer saber quanto a sua operação perde enquanto discute isso, fique aqui.

Três churns diferentes, e só um deles aparece no caixa

Quase toda discussão confusa sobre retenção acontece porque três números carregam o mesmo nome.

O churn de clientes conta cabeças: quantos por cento da base cancelou. É o mais fácil de medir e o mais fácil de usar errado, porque trata o cliente de R$ 50 e o de R$ 5.000 como a mesma perda. O churn bruto de receita conta dinheiro: soma o que saiu em cancelamento e o que evaporou em downgrade, que é a perda silenciosa, a do cliente que fica mas paga menos. O churn líquido de receita desconta desse total a expansão de quem ficou, e é o único que pode ser negativo, quando os upgrades pagam os cancelamentos.

A calculadora mostra os três na mesma escala, junto da expansão, porque a distância entre a barra bruta e a barra líquida é exatamente o quanto a sua base atual está segurando o resultado sem que você venda nada.

Como usar

  1. Preencha os clientes no início do mês. Use a base ativa do dia 1, sem contar quem entrou depois: quem chegou no meio do mês não teve mês inteiro para cancelar e não deve estar no denominador.
  2. Informe os clientes novos e os que cancelaram no mesmo mês. Cancelamento é saída efetiva, não pedido de cancelamento revertido.
  3. Coloque o CAC. Ele não entra no cálculo do churn, e sim na conta de quanto custa repor quem sai. Use o CAC completo, com pessoas e ferramentas dentro, como sai da calculadora de CAC.
  4. Preencha a receita recorrente no início do mês e, separadamente, quanto se perdeu em cancelamento, quanto se perdeu em downgrade e quanto se ganhou com quem já era cliente. Receita de cliente novo fica de fora dos três: ela não é retenção, é aquisição.
  5. Leia primeiro a barra do churn líquido e depois o número da receita perdida em 12 meses. O primeiro diz se o vazamento está controlado; o segundo diz quanto ele custa.

Como funciona: a fórmula

As taxas do mês saem de divisões simples. O que quase ninguém faz direito é a anualização e a projeção, porque churn compõe: cada mês incide sobre o que sobrou do anterior.

churn de clientes = cancelados ÷ base no início do mês
retenção de clientes = 1 menos o churn de clientes
churn bruto de receita = (receita cancelada mais downgrade) ÷ MRR inicial
churn líquido de receita = churn bruto menos (expansão ÷ MRR inicial)
GRR = 1 menos o churn bruto · NRR = 1 menos o churn líquido
churn anual = 1 menos (1 menos churn mensal) elevado a 12
tempo de vida médio = 1 ÷ churn de clientes
meia-vida da base = log(0,5) ÷ log(1 menos churn de clientes)
MRR em N meses sem vendas = MRR × (1 menos churn líquido) elevado a N
receita perdida em 12 meses = 12 × MRR menos a soma dos 12 MRR projetados
teto da base = clientes novos por mês ÷ churn de clientes

A receita perdida em 12 meses não é a diferença entre o MRR de hoje e o de daqui a um ano: é a soma de todas as diferenças mês a mês. Um MRR que cai R$ 16.586,80 ao longo do ano não custou R$ 16.586,80, porque você passou os doze meses faturando menos do que faturaria com a base parada. Somando mês a mês pela progressão geométrica, a conta fecha em 12 vezes o MRR inicial menos o MRR inicial vezes (1 menos o churn líquido) vezes (1 menos esse fator elevado a 12) dividido pelo churn líquido.

Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)

Os valores já preenchidos descrevem um SaaS pequeno: 500 clientes no dia 1, 40 clientes novos, 15 cancelamentos, CAC de R$ 900, MRR de R$ 100.000, R$ 2.600 perdidos em cancelamento, R$ 900 em downgrade e R$ 2.000 ganhos com quem ficou.

Essa última linha é o argumento inteiro. Sair de 3% para 2% de churn não exige orçamento de mídia, e aumenta o teto da operação em 50%. Dobrar a aquisição, de 40 para 80 clientes por mês, também dobraria o teto, mas custaria R$ 36.000 a mais de CAC todo mês. As duas alavancas existem; elas só não custam a mesma coisa.

Como interpretar e onde o número engana

O primeiro limite é o tamanho da base. Com 40 clientes, um cancelamento move o churn em 2,5 pontos, e a série mensal vira ruído. Base pequena pede janela trimestral, ou pelo menos a leitura da média de três meses em vez do mês isolado.

O segundo é a coorte escondida na média. Churn quase nunca é constante: ele é alto nos primeiros meses e cai depois, quando quem sobrou já é quem gostou do produto. Uma média de 3% pode ser 8% no primeiro trimestre de vida e 1% depois, e as duas operações pedem remédios opostos, uma em onboarding e outra em valor recorrente. Se a sua aquisição cresceu rápido, a média sobe mesmo sem nada ter piorado, só porque há mais gente nova na base.

O terceiro é o churn involuntário, o do cartão que falhou. Ele costuma ser uma fatia surpreendente do total e não se resolve com produto nem com preço, e sim com tentativa de recobrança, aviso de vencimento e atualização de cartão. Vale separar os dois no seu relatório antes de concluir que o produto está decepcionando.

O quarto é a projeção. A receita perdida em 12 meses supõe o churn de hoje congelado e nenhuma venda nova, o que serve para dimensionar o vazamento, não para prever faturamento. É um cenário de comparação, e é assim que ele deve ser apresentado para a diretoria.

Do churn à decisão

Perguntas frequentes

Como calcular a taxa de churn?
Divida os clientes que cancelaram no período pelos clientes que você tinha no início do mesmo período. Com 500 clientes no dia 1 e 15 cancelamentos no mês, o churn mensal é 15 dividido por 500, ou seja 3%. Clientes que entraram durante o mês ficam de fora do denominador, porque eles não tiveram o mês inteiro para cancelar. Incluir os novos no denominador é o erro mais comum e faz o churn parecer menor do que é.
Qual a diferença entre churn de clientes e churn de receita?
O churn de clientes conta cabeças; o churn de receita conta dinheiro. Se os clientes que cancelam pagam menos que a média, o churn de receita é menor que o de clientes e a operação está melhor do que parece. Se quem sai são as contas grandes, o churn de receita é maior e o caixa sente antes de a contagem de clientes mostrar. Por isso as duas taxas aparecem separadas nesta página: elas quase nunca são iguais, e quem decide preço e investimento precisa olhar a de receita.
O que é churn líquido de receita e NRR?
O churn líquido desconta a expansão. Você perde receita com cancelamento e downgrade, e ganha receita de quem já era cliente e passou a pagar mais. O churn líquido é a perda bruta menos esse ganho, e a NRR (retenção líquida de receita) é 1 menos o churn líquido. NRR acima de 100% significa churn líquido negativo: mesmo sem vender para ninguém novo, sua receita cresce. É a posição mais forte que existe em negócio recorrente, e é o que separa os SaaS que crescem barato dos que precisam comprar crescimento todo mês.
Qual é uma taxa de churn aceitável?
Depende do ticket e do ciclo. Em SaaS B2B com contrato anual e ticket alto, o mercado trabalha com algo entre 0,5% e 1% ao mês; em SaaS de autosserviço e B2C mensal, 3% a 5% ao mês é comum e nem sempre é doença. O que não muda é a aritmética: 5% ao mês significa perder cerca de 46% da base em um ano, e isso impõe um teto de crescimento que nenhum orçamento de mídia resolve. Em vez de perseguir um número de referência, compare seu churn com o seu próprio mês anterior e com o custo de repor quem sai.
Como transformar churn mensal em churn anual?
Compondo, não multiplicando. Churn anual é 1 menos (1 menos o churn mensal) elevado a 12. Com 3% ao mês, o churn anual é 30,6%, e não os 36% que a multiplicação por 12 sugere. A diferença existe porque quem já cancelou não pode cancelar de novo: cada mês incide sobre uma base menor. A calculadora mostra as duas contas lado a lado justamente porque a multiplicação por 12 circula muito em planilha e sempre exagera a perda.
Por que o churn cria um teto de crescimento?
Porque, a um ritmo constante de aquisição, a base para de crescer quando o número de cancelamentos iguala o de entradas. Com 40 clientes novos por mês e 3% de churn, isso acontece em 40 dividido por 0,03, ou seja 1.333 clientes. Não importa quanto tempo você mantenha esse ritmo: a base converge para esse teto. Derrubar o churn para 2% muda o teto para 2.000 clientes sem vender um cliente a mais, e é por isso que retenção costuma render mais que o mesmo esforço em aquisição.
Incorporar esta ferramenta no seu site

Cole este código onde quiser exibir a calculadora. O link de crédito abaixo do quadro nos ajuda e é livre para manter.

Continue

Churn é a métrica que mais responde a teste e a que menos gente testa. Comece pelo guia completo de otimização de conversão para montar o método, e depois olhe a maturidade de coorte em teste A/B, que explica por que medir retenção cedo demais engana.

Ferramentas relacionadas

Ver todas as ferramentas →