Ferramenta

Calculadora de conversão mobile vs desktop

Descubra o tamanho do buraco entre a conversão do celular e a do computador, se ele é normal para o mercado ou grave para o seu site, e quanto dinheiro está preso nele por ano. Grátis, sem cadastro, com o modelo aberto.

Calculadora de conversão mobile vs desktop
Celular
Computador
-Paridade do celular vs desktop
-Celular vs computador, em pontos
-Receita extra por ano na meta

-

MétricaCelularComputadorDiferença
Sessões por mês---
Participação do tráfego---
Taxa de conversão---
Ticket médio---
Receita por mês---
Participação da receita---
Receita por sessão---

Quanto vale fechar o buraco

CenárioTaxa do celularPedidos extras por mêsReceita extra por ano
Na sua meta de paridade---
Paridade total (teto teórico)---

De onde vem a diferença de receita por sessão

Efeito da taxa de conversão-
Efeito do ticket médio-
Interação entre os dois-
Diferença total por sessão-

Arrasto do mix na taxa geral

-

Use o mesmo mês e a mesma base (sessões, não usuários) nos dois lados. Tablet costuma ser um terceiro comportamento: se ele pesa no seu tráfego, analise à parte em vez de somar ao celular. O potencial em dinheiro é aritmética linear, não previsão: ele mostra o tamanho do prêmio para priorizar, e o ganho real de cada correção só se conhece medindo.

Esta calculadora responde a uma pergunta que as irmãs não respondem: o celular converte menos, e daí? A calculadora de taxa de conversão mede uma taxa e compara com o setor. A calculadora de impacto na receita projeta o que um ganho de taxa vira em dinheiro. A calculadora de funil mostra em que etapa as pessoas somem. Aqui o assunto é a comparação entre dois públicos que você não sorteou, com três coisas que ninguém entrega junto: a régua de mercado para saber se o seu buraco é normal, a separação entre buraco de taxa e buraco de ticket, e o arrasto que a fatia de celular exerce sobre a taxa geral do site.

Como usar

  1. Pegue no seu analytics as sessões, os pedidos e o ticket médio do último mês fechado, separados por dispositivo. Use sessões nos dois lados, não usuários, e o mesmo período nos dois.
  2. Preencha a coluna do celular e a do computador. Se o tablet pesa no seu tráfego, deixe ele de fora: ele costuma ter um terceiro comportamento e distorce os dois lados quando é somado a um deles.
  3. Ajuste a meta de paridade. O padrão de 80% da taxa do desktop é uma meta ambiciosa e alcançável; paridade total quase nunca é atingível, porque parte da diferença vem de intenção e de troca de aparelho.
  4. Leia o índice de paridade e a frase de contexto logo abaixo: ela diz se você está acima, em cima ou abaixo da razão típica de mercado.
  5. Desça até a decomposição da receita por sessão. É ela que diz se o buraco é de conversão ou de ticket, e portanto qual time precisa ser acionado.

Como funciona: a fórmula

Nenhuma das contas é complicada. O que dá a elas utilidade é a ordem em que aparecem: primeiro o tamanho do buraco, depois o contexto, depois o dinheiro, e só então o diagnóstico.

taxa do dispositivo = pedidos ÷ sessões
índice de paridade = taxa do celular ÷ taxa do computador
taxa alvo = taxa do computador × meta de paridade
pedidos extras = (taxa alvo − taxa do celular) × sessões de celular
receita por sessão = taxa × ticket médio
Δ receita por sessão = Δtaxa × ticket do desktop + taxa do desktop × Δticket + Δtaxa × Δticket
arrasto do mix = taxa se houvesse paridade − taxa geral atual

A decomposição da penúltima linha é a fatoração exata de um produto de dois fatores que mudaram ao mesmo tempo. Os três termos somam a diferença completa, sem sobra: o primeiro é o que a diferença de conversão explica, o segundo é o que a diferença de ticket explica, e o terceiro é a interação, que impede a conta de contar o mesmo dinheiro duas vezes. O arrasto do mix, na última linha, é a resposta para a taxa geral que cai sozinha: se o celular converte menos e o celular cresce, a média do site desce por composição, sem que nenhum dos dois lados tenha piorado.

Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)

Com os números que já vêm preenchidos, uma loja típica. Celular: 35.000 sessões, 350 pedidos, ticket de R$ 210. Computador: 15.000 sessões, 330 pedidos, ticket de R$ 260.

É exatamente o que a ferramenta mostra ao abrir a página. Repare no diagnóstico que sai de graça: quase todo o buraco é de conversão, não de ticket. Essa loja não tem um problema de cesta pequena no celular, tem um problema de gente que não termina a compra. Investir em upsell e combo no celular ali seria remédio para a doença errada.

Como interpretar e onde ela engana

O erro mais caro nesta análise é tratar a diferença entre dispositivos como se fosse resultado de teste A/B. Não é. Num teste, o sorteio garante que os dois grupos são iguais em tudo, menos na mudança. Aqui ninguém sorteou nada: a pessoa escolheu o aparelho, e essa escolha vem junto com horário, canal de origem, produto procurado e disposição para comprar naquele momento. Parte do buraco que você está vendo é composição de público, não qualidade da experiência, e nenhuma correção de interface derruba essa parte.

A segunda armadilha é a atribuição entre aparelhos. Quem descobre o produto no celular no intervalo do almoço e compra no computador à noite entra como sessão sem conversão de um lado e como conversão de outro. Isso infla o desktop e deprime o celular de forma sistemática. Se o seu analytics tem identificação de usuário logado, olhe a conversão por usuário além da conversão por sessão: a diferença entre as duas visões é uma boa medida de quanto do seu buraco é medição.

A terceira é o valor em dinheiro. Ele responde quanto vale fechar o buraco, e não quanto vai custar fechar. O modelo é linear e mensal: assume tráfego estável, ticket do celular constante nos pedidos novos e nenhum efeito de canibalização entre dispositivos. Serve para dimensionar prioridade e defender orçamento, nunca para prometer resultado. E há um limite honesto de escopo: se as suas sessões de celular vêm em grande parte de redes sociais e as de computador de busca de marca, você está comparando canais, não dispositivos.

Do buraco para a fila de trabalho

Um índice de paridade baixo é sintoma, não causa. A sequência que costuma resolver, na ordem de retorno por esforço:

Se você ainda não sabe se a sua taxa de conversão está boa antes mesmo de separar por dispositivo, comece pelos benchmarks de taxa de conversão. O contexto completo de método está no guia de otimização de conversão (CRO).

Perguntas frequentes

Por que o mobile converte menos que o desktop?
Por três motivos que se somam. O primeiro é intenção: boa parte da sessão de celular é descoberta, feita na fila do mercado ou no sofá, sem decisão de compra por trás. O segundo é atrito: digitar endereço, cartão e cupom numa tela pequena custa muito mais esforço, e cada campo a mais derruba mais gente. O terceiro é medição: quem pesquisa no celular e compra no computador aparece como abandono no celular e como conversão direta no desktop, o que exagera a diferença real.
Qual é uma diferença normal de conversão entre mobile e desktop?
Estudos públicos de benchmark de e-commerce vêm mostrando o celular convertendo por volta de metade a dois terços do que o computador converte. A calculadora usa 55% do desktop como razão típica de referência. Se o seu índice de paridade está bem abaixo disso, o problema deixa de ser a diferença natural de intenção e passa a ser algo específico do seu site no celular: peso da página, checkout, teclado errado no campo, formulário longo.
Como calcular quanto o buraco de conversão mobile custa?
Multiplique as sessões de celular do mês pela diferença entre a taxa que você quer atingir e a taxa atual do celular. Isso dá os pedidos extras por mês. Multiplique por ticket médio do celular para virar receita, e por doze para o ano. O detalhe honesto é a taxa alvo: use uma meta de paridade realista, como 80% do desktop, e não a paridade total, que é teto teórico e não meta.
Minha taxa de conversão geral caiu sem nada piorar nos dispositivos. Como?
É efeito de mix, a mesma mecânica do paradoxo de Simpson. Se o celular converte menos e a fatia de celular no seu tráfego cresce, a taxa média do site cai mesmo com celular e computador melhorando cada um por conta própria. Por isso a taxa geral é uma métrica ruim para acompanhar sozinha: sempre olhe a série por dispositivo antes de concluir que alguma coisa quebrou.
Posso usar teste de significância para comparar mobile e desktop?
Não como teste A/B. Dispositivo não é uma variação sorteada: as pessoas escolhem o aparelho, então os dois grupos diferem em intenção, canal, horário e produto visto. A diferença que você mede aqui é real, mas não é o efeito causal do dispositivo. Para saber se uma mudança melhora o celular, rode um teste A/B dentro do tráfego de celular e valide na calculadora de significância.
O que olhar primeiro para fechar o buraco no celular?
Comece pela decomposição da receita por sessão que a ferramenta mostra. Se quase toda a diferença vem da taxa de conversão, o problema é gente que não conclui, e o caminho é velocidade, checkout e formulário. Se uma parte relevante vem do ticket médio, o problema é o que o celular vende, e o caminho é vitrine, busca, upsell e frete. As duas causas pedem correções diferentes, e atacar a errada não move o número.
Incorporar esta ferramenta no seu site

Cole este código onde quiser exibir a calculadora. O link de crédito abaixo do quadro nos ajuda e é livre para manter.

Continue

Com o tamanho do buraco medido, o próximo passo é transformar hipótese em teste. Comece pelo guia de CRO, dimensione na calculadora de tamanho de amostra e valide na calculadora de significância. Se você ainda não roda testes, comece por o que é teste A/B.

Ferramentas relacionadas

Ver todas as ferramentas →