Calculadora de margem de lucro: margem e markup nos dois sentidos
Coloque o preço, o custo e as taxas que incidem sobre a venda, e veja a margem bruta, a margem líquida, o markup equivalente, o lucro do mês e o preço que entrega a margem que você quer. Grátis, sem cadastro, e nada sai do seu computador.
A venda, unidade por unidade
Escala e meta
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Conversor de margem para markup, e de volta
Digite de um lado e o outro se ajusta. São a mesma diferença entre preço e custo, medida sobre bases diferentes: a margem divide pelo preço, o markup divide pelo custo.
Cada margem tem um markup só
Os outros números do mesmo cenário
- Lucro bruto por unidade
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- Margem bruta, antes das taxas
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- Peso do custo no preço
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- Preço em múltiplos do custo
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- Taxas por unidade
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- Lucro líquido por unidade
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- Markup líquido, depois das taxas
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- Preço em que o lucro zera
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- Desconto que zera o lucro
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- Margem se o preço subir 10%
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- Lucro a mais com preço 10% maior
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- Margem se o custo cair 10%
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- Lucro a mais com custo 10% menor
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- Preço que entrega a meta
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- Custo máximo para a meta
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- Preço do erro: meta aplicada como markup
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- Margem que esse preço errado entrega
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- Receita do mês
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- Custo direto do mês
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- Taxas do mês
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Nada sai do seu navegador. A conta é por unidade e não inclui custo fixo: aluguel, folha e ferramenta são pagos com a soma das margens, não descontados de cada venda.
Esta página trata do custo do que você vende: preço, custo direto, taxa da plataforma e o que sobra em cada unidade. Ela não se confunde com as irmãs que falam do custo de conseguir o cliente. A calculadora de CAC responde quanto custa comprar um comprador, a calculadora de LTV responde quanto ele deixa ao longo da vida e a calculadora de ROAS responde se a mídia se pagou. Nenhuma delas funciona sem a margem, porque é a margem daqui que entra como insumo em todas: ROAS de 4 é ótimo com 50% de margem e é prejuízo com 15%.
Margem e markup são o mesmo número em bases diferentes
A confusão entre os dois é o erro de precificação mais caro que existe, e ele acontece porque as duas contas partem da mesma subtração. Você vende por 189,90 um produto que custou 96 reais: a diferença é 93,90, e é sobre o que fazer com ela que os caminhos se separam.
Dividir 93,90 pelo preço dá 49,45% de margem: de cada real que entra no caixa, quase cinquenta centavos não estavam comprometidos com o produto. Dividir os mesmos 93,90 pelo custo dá 97,81% de markup: você quase dobrou o valor do que pagou. Nenhum dos dois está errado, e nenhum dos dois é mais verdadeiro que o outro. O problema começa quando alguém pede 45% e a pessoa do outro lado entrega 45 de um tipo enquanto esperava 45 do outro.
Como o preço é sempre maior que o custo, o denominador do markup é sempre menor, e o markup é sempre maior que a margem. A distância entre os dois cresce rápido e de forma não intuitiva: 20% de margem são 25% de markup, ainda perto; 50% de margem já são 100% de markup; 70% de margem são 233% de markup. A tabela na calculadora existe justamente para essa leitura, e ela destaca sozinha o degrau em que a sua venda cai.
Como usar
- Coloque o preço de venda cheio, o mesmo que o cliente paga na etiqueta, sem descontar cupom nem frete.
- Coloque o custo direto da unidade: o que você paga ao fornecedor, ou a matéria-prima mais a mão de obra direta se você produz. Embalagem e frete de entrada entram aqui; aluguel e salário do administrativo, não.
- Informe as taxas variáveis que incidem sobre a venda: adquirente de cartão, comissão de marketplace, imposto sobre faturamento. Elas são percentuais do preço, não do custo, e é por isso que aparecem num campo separado.
- Preencha as unidades vendidas por mês para ver o lucro em tamanho real. Esse campo não muda nenhuma margem, só a escala.
- Defina a meta de margem líquida. A calculadora devolve o preço que entrega essa meta, o custo máximo que ainda a sustenta com o preço atual e, para fechar, o preço que sairia do erro de usar a meta como markup.
Como funciona: a fórmula
Tudo nasce de uma subtração e de duas escolhas de denominador. As taxas entram como fração do preço, o que faz com que elas encolham a margem sem tocar no markup bruto.
A penúltima linha é a que quase ninguém escreve. Se o seu lucro líquido é 40,95% do preço, um desconto de 40,95% consome exatamente esse lucro e a venda sai no zero. Não é uma aproximação: a margem líquida é o teto de desconto. Toda campanha de promoção é uma conversa sobre essa linha, e ela costuma ser feita sem que ninguém a tenha calculado.
Exemplo trabalhado (reproduz o resultado padrão)
Os valores já preenchidos descrevem um e-commerce de revenda: preço de R$ 189,90, custo direto de R$ 96,00, taxas variáveis de 8,5% sobre a venda, 420 unidades por mês e meta de 45% de margem líquida.
- Lucro bruto por unidade: 189,90 menos 96,00 = R$ 93,90. Margem bruta: 93,90 ÷ 189,90 = 49,45%. Markup: 93,90 ÷ 96,00 = 97,81%. O custo pesa 50,55% do preço, e o preço é 1,98x o custo.
- Taxas: 189,90 × 0,085 = R$ 16,14 por unidade. Lucro líquido: 93,90 menos 16,14 = R$ 77,76, ou seja 40,95% de margem líquida e 81,00% de markup líquido. As taxas sozinhas comeram oito pontos e meio de margem.
- O lucro zera em um preço de R$ 104,92 (96 ÷ 0,915) e o desconto máximo antes do prejuízo é de 40,95%.
- Subir o preço 10% leva a margem líquida para 45,54% e o lucro por unidade sobe 22,35%. Cortar 10% do custo leva a margem para 46,00% e o lucro sobe 12,35%. Os dois movimentos parecem simétricos e não são: dez por cento de preço valem quase o dobro de dez por cento de custo, porque o preço é a base maior.
- Para bater os 45% de margem líquida, o preço precisaria ser R$ 206,45 (96 ÷ 0,465) ou o custo precisaria cair para R$ 88,30. Fazendo o erro clássico, 96 × 1,45 daria um preço de R$ 139,20 e uma margem de apenas 31,03%, quase quatorze pontos abaixo da meta.
- Na escala do mês: R$ 79.758 de receita, R$ 40.320 de custo direto, R$ 6.779 de taxas e R$ 32.659 de lucro líquido antes dos custos fixos.
Preço vale mais que custo, e a conta prova
O exemplo acima guarda a lição operacional mais útil desta página. Um aumento de 10% no preço e uma redução de 10% no custo parecem alternativas equivalentes em qualquer reunião, e elas nunca são. No cenário padrão, o preço entrega 22,35% de lucro a mais e o custo entrega 12,35%: quase o dobro, pelo mesmo esforço percentual.
A razão é aritmética. Dez por cento do preço são R$ 18,99 e dez por cento do custo são R$ 9,60, porque o preço é a base maior. Quanto mais baixa a sua margem, mais brutal fica essa assimetria, e é exatamente em margem baixa que as empresas insistem em negociar fornecedor em vez de mexer no preço. A negociação com fornecedor é mais confortável porque não envolve risco de volume, mas ela rende menos.
Mexer no preço, claro, muda a quantidade vendida, e é aí que a conta deixa de ser aritmética e vira empírica. É a pergunta que um teste responde e uma planilha não: como testar preço com teste A/B mostra o desenho correto, e preço psicológico trata dos finais de 9 e das faixas de percepção. Se você vende assinatura, a otimização da página de preços costuma render mais que a mudança do número em si.
Como interpretar e onde o número engana
O primeiro limite é o custo fixo que não está aqui. Esta é uma conta de margem de contribuição por unidade: ela diz quanto cada venda deixa para pagar o resto da operação, e não quanto a empresa lucra. Uma margem líquida de 40% pode conviver com prejuízo no fim do mês se o volume não cobrir a estrutura. O ponto em que a soma das margens paga o fixo é outra conta, e ela não vive nesta página.
O segundo é a taxa média aplicada a um mix desigual. Vender no seu site com 4% de adquirente e vender no marketplace com 16% de comissão são dois negócios diferentes escondidos sob uma taxa média. O jeito honesto é rodar a calculadora uma vez por canal. Costuma ser a diferença entre um canal saudável e um canal que só gera movimento.
O terceiro é o custo direto incompleto. Frete de entrada, embalagem, perda por quebra e a parcela de devolução que você não recupera são custo da unidade, e quase sempre ficam de fora da primeira tentativa. Em operação de e-commerce com devolução alta, incluir a devolução no custo médio muda a margem em vários pontos. Se a sua devolução vem de expectativa frustrada na página, a calculadora de taxa de conversão e o trabalho de página resolvem mais barato que o desconto.
O quarto é a margem lida sozinha. Margem alta com custo de aquisição alto não é lucro: é uma corrida entre dois números. Antes de comemorar o percentual desta página, compare com o que você paga por venda na calculadora de CPA. A margem por unidade é o teto do que a mídia pode custar, e essa é a ligação que transforma este número em decisão.
Do número à decisão
- Se a margem está fina e a tentação é promover, calcule antes o teto de desconto e leia testes de desconto e promoção: desconto que não muda volume é margem doada.
- Se você usa frete grátis como alavanca, a margem daqui define o piso do pedido que aguenta o frete. Testes de frete grátis mostram como achar esse limite sem chutar.
- Se a margem sustenta mais mídia, dimensione quanto ela sustenta na calculadora de ROAS e no lance máximo por clique.
- Se o produto tem margem alta e volume baixo, o gargalo é conversão, não preço: a receita por visitante mostra quanto cada visita vale hoje.
- Se o carrinho perde vendas depois do preço aceito, o dinheiro está no checkout: veja quanto vale em receita perdida por abandono.
Perguntas frequentes
- Qual é a diferença entre margem de lucro e markup?
- Os dois medem a mesma diferença entre preço e custo, mudando só a base da divisão. A margem divide essa diferença pelo preço de venda e responde quanto de cada real que entra sobra. O markup divide pelo custo e responde quanto você acrescentou em cima do que pagou. Um produto que custa 96 reais e é vendido por 189,90 tem 49,45% de margem e 97,81% de markup, e os dois números descrevem exatamente a mesma venda.
- Como transformar margem em markup e markup em margem?
- Markup é igual à margem dividida por 1 menos a margem. Margem é igual ao markup dividido por 1 mais o markup. Em números redondos: 20% de margem é 25% de markup, 33,33% de margem é 50% de markup, 50% de margem é 100% de markup e 60% de margem é 150% de markup. O conversor no topo desta página faz a ida e a volta, e a tabela logo abaixo traz a escada inteira pronta.
- Como calcular o preço a partir da margem que eu quero?
- Divida o custo por 1 menos a margem desejada. Para 45% de margem sobre um custo de 96 reais, o preço é 96 dividido por 0,55, ou seja 174,55. Multiplicar o custo por 1,45 é o erro mais comum de precificação: esse preço seria 139,20 e entregaria apenas 31,03% de margem, quase 14 pontos abaixo do que você queria. Se houver taxa de cartão ou comissão de marketplace, divida por 1 menos a margem menos a taxa.
- O que é uma boa margem de lucro?
- Depende do que você vende, e por isso esta calculadora dá um veredito por faixa em vez de um número único. Revenda de produto físico costuma operar entre 10% e 25% de margem líquida, e nessa faixa o frete e uma devolução consomem o lucro de um pedido inteiro. Serviço e produto digital passam com folga de 50%, mas normalmente pagam caro para conseguir cada venda. A margem só significa alguma coisa quando lida junto com o custo de aquisição.
- Margem bruta e margem líquida são a mesma coisa nesta calculadora?
- Não. A margem bruta aqui considera só preço menos custo direto. A margem líquida desconta também as taxas variáveis que incidem sobre a venda: adquirente de cartão, comissão de marketplace, imposto sobre faturamento. Nenhuma das duas desconta custo fixo, porque aluguel, folha e ferramenta não pertencem a uma unidade vendida: eles são pagos com a soma de todas as margens do mês.
- Até quanto de desconto eu posso dar sem ter prejuízo?
- O desconto máximo é exatamente a sua margem líquida. Com 40,95% de margem, um desconto de 40,95% zera o lucro daquela venda, e qualquer coisa acima disso vira prejuízo. É por isso que campanhas de 50% de desconto destroem operações de margem média mesmo quando vendem muito: o volume extra não compensa uma margem que virou negativa. A calculadora mostra esse limite direto na tabela.
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Margem é o que você tem; preço é o que você decide. Para transformar a decisão em experimento em vez de opinião, comece pelo teste de ancoragem de preço e depois coloque número no ganho de cada ponto de conversão com a calculadora de impacto na receita.